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jogo de memória

Usando ferramentas tecnológicas e mapas conceituais na sala de aula

Brincadeira? Ferramenta pedagógica? Ou ambos?

Ao longo dos últimos dias publiquei alguns “jogos de memória” aqui no Blog.

Em cada um deles o nível de dificuldade era um pouco diferente, exigindo do jogador lembrar-se de duplas de cartas com as seguintes características:

  • Nível I – 2 cartas iguais, com imagem do animal em que ele é facilmente reconhecido;
  • Nível II – 1 carta com imagem do animal em que ele é facilmente reconhecido e 1 carta com o nome do animal;
  • Nível III – 1 carta com imagem de uma parte do animal e 1 carta com o nome da estrutura representada e nome do animal;
  • Nível IV – 1 carta com imagem de parte do animal e 1 carta com informações sobre o animal, mas sem seu nome.

Tais jogos podem ser utilizados apenas como brincadeira, para testar os conhecimentos sobre o reino animal e a capacidade de memorizar as posições das cartas. Porém, também podem ser utilizados como parte de uma sequência didática dinâmica, com momentos lúdicos e momentos mais formais, com atividades individuais e com atividades em grupo nas quais ocorre intensa argumentação e negociação de significados entre os estudantes.

Aprofundando tal reflexão, decidi elaborar um exemplo de sequência didática na qual um jogo de memória aparentemente simples assume papel fundamental. Criei esse jogo com 18 pares de cartas e a estrutura baseada em um Ambiente Virtual de Aprendizagem.

Segue abaixo uma síntese de tal sequência didática:

  • Etapa 1 – Os alunos recebem como lição de casa preparatória (Flipped Classroom) a tarefa de ler textos (notícias/reportagens) sobre a situação climática atual do planeta. A leitura deve ser feita de forma crítica, analítica, identificando o meio em que o texto foi publicado, autor, público-alvo, ideias centrais, fatos, opiniões, causas e consequências. Tais informações devem ser registradas no caderno. Os links para os textos estão publicados no Ambiente Virtual de Aprendizagem.
  • Etapa 2 – Em classe, utilizando quaisquer meios de acesso à internet (smartphones, tablets, chromebooks ou notebooks), os alunos são estimulados a jogar (individualmente) um jogo de memória criado especialmente para a atividade, com conceitos importantes para a compreensão do tema estudado. O jogo tem 18 conceitos selecionados pelo professor. Cada conceito é apresentado por meio de uma carta com imagem e outra carta com um breve texto. Cada vez que o aluno inicia o jogo são carregados 8 pares de cartas aleatoriamente. Assim, é bastante difícil que um mesmo aluno tenha acesso a todos os 18 conceitos, a não ser que jogue muitas vezes. Em cada pareamento correto deve-se registrar a imagem do conceito (ou nome) e sua definição. (O jogo pode ser experimentado no final desse texto).
  • Etapa 3 – Após a etapa individual, formam-se trios de alunos que irão compartilhar suas descobertas (conceitos identificados no jogo) e argumentar a respeito de cada conceito, retomando também as informações da leitura prévia realizada como lição de casa (Flipped classroom). O resultado da etapa de argumentação deve ser apresentado na forma de um mapa conceitual em que são estabelecidas possíveis relações entre cada conceito. O mapa conceitual pode ser elaborado no caderno de cada estudante ou em alguma ferramenta como o software CmapTools (Nesse caso ele pode ser impresso e colado no caderno posteriormente). 
  • Etapa 4 – Após cada trio ter elaborado seu próprio mapa conceitual, o professor media a construção de um mapa conceitual colaborativo da classe, construído com a participação do maior número possível de trios, ou de alunos. Durante essa etapa ocorre intensa argumentação entre os alunos, cada qual defendendo a relação que estabeleceu e contribuindo para a construção do conhecimento coletivo. Esse mapa conceitual representa a síntese das descobertas, aprendizagens ou opiniões da classe. O mapa conceitual final pode ser feito na lousa, com participação direta dos alunos, ou em algum software no computador utilizado no projetor da classe. Tanto um como outro podem ser também disponibilizados aos alunos no ambiente virtual de aprendizagem utilizado na escola.
  • Etapa 5 – Logo em seguida, pode-se aplicar uma quiz para verificar os resultados da sequência didática, seja como avaliação formativa, ou como avaliação somativa.

Costumo aplicar esse tipo de sequência didática frequentemente, com a participação dos alunos em diversos momentos, interagindo uns com os outros e utilizando as mais diversas ferramentas tecnológicas, muitas gratuitas, como ferramentas de produtividade pessoal. 

Acredito que sequências didáticas com tais características podem contribuir para tornar a aprendizagem mais dinâmica e significativa, mesclando diversas situações de aprendizagem com objetivos diferentes e complementares. 

Ao final do processo certamente houve a aquisição de novos conceitos e o desenvolvimento de habilidades e competências essenciais para lidar com os desafios da sociedade moderna. Essas são algumas características das chamadas Metodologias Ativas.

Não afirmo que seja simples, fácil e rápido preparar o material necessário. Porém, acredito que realmente vale a pena!

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo)

Importante No exemplo a seguir os textos dentro das cartas estão muito pequenos! Vou substituí-los. Até lá, ficam como exemplo do que é possível fazer com esse tipo de ferramenta.

Jogo de memória – Mudanças climáticas

Gostou? Quer outros desafios?

Semanalmente serão publicados novos jogos digitais com imagens de elementos da natureza. Clique aqui para ver os outros já publicados!

Metodologias ativas

Metodologias ativas – O que são?

Metodologias ativas

Talvez essa seja uma das expressões mais usadas em textos sobre educação nos últimos tempos. Muitos falam disso! Mas o que são as tais metodologias ativas?

Vamos tentar buscar em nossas próprias memórias a resposta a essa pergunta.

Tente se lembrar de sua vida de estudante! Vá longe, até a escola primária, e volte aos poucos até o presente. Busque memórias das aulas dos primeiros anos de escola e chegue até a graduação e pós-graduação. Tente se lembrar das aulas que mais o(a) motivaram, em que o tempo passou rápido e você não queria que tivessem acabado. Busque também identificar aquelas que deram sono, em que o tempo não passava.

O que as diferencia? O que as caracteriza?

É muito provável que as aulas chatas fossem aquelas em que o professor falava sem parar e você apenas ouvia, imóvel em sua carteira, com a obrigação de anotar tudo. Talvez o assunto fosse chato. Talvez o assunto fosse atraente, mas não desse jeito.

Por outro lado, as aulas interessantes provavelmente foram aquelas em que o professor de alguma maneira o(a) convidava a “pensar e agir”. Ao invés de apenas “ouvir aulas longas e intermináveis”, copiando a matéria da lousa, agora você era atuante e precisava realizar tarefas em que percebia significado e razão de ser. Mesmo sentados na tradicional disposição de uma sala de aula, algumas delas eram capazes de fazê-lo(a) refletir, entrar em conflito com as próprias ideias, buscar estratégias para enfrentar desafios, relacionar o tema de estudo com a própria vida… Ter vontade de seguir as instruções!

Isso é assim até hoje! Ainda existem aulas chatas, e também existem aulas dinâmicas e motivadoras.

Novidades?

Todos temos lembranças agradáveis de professores que tornavam suas aulas inesquecíveis! Eram momentos efêmeros, ainda que durassem toda uma manhã.

Provavelmente eram educadores que já aplicavam em suas aulas estratégias em que a aprendizagem era resultado do fazer do aluno. Talvez não tivessem consciência do quanto suas escolhas metodológicas faziam diferença na motivação das crianças. Ou, ao pensar em seu fazer de professor, se colocavam no papel do aluno e buscavam avidamente planejar atividades que tornassem as aulas momentos desejados e aguardados com ansiedade.

Tenho certeza de que todos tivemos professores assim!

O que mudou? Será que ocorreram grandes mudanças?

Atualmente os professores podem utilizar maior quantidade e diversidade de recursos antes inexistentes. Com os avanços da tecnologia, o professor tem uma verdadeira caixa de ferramentas à sua disposição! Porém, precisa saber o que fazer com elas.

Também temos maior consciência e conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro, desde os mecanismos de captação de estímulos até os processos de formação de memórias.

Novas ferramentas e conhecimentos devem servir ao professor como subsídio para suas escolhas e ações.

Princípios e estratégias comuns nas metodologias ativas

Atualmente há muitos pesquisadores que investigam a educação, como se dá a aprendizagem, a relação entre as diversas estratégias e seus resultados… e muito mais. A pesquisa acadêmica olha com cuidado para cada detalhe da sala de aula e busca compreender as minúcias da interação aluno-professor e como isso afeta a aprendizagem.

O resultado de tais pesquisas é que hoje podemos identificar diferentes estratégias/abordagens educacionais que, se adequadamente aplicadas, podem contribuir para motivar estudantes e engajálos no processo de aprendizagem. Em comum, todas elas colocam o aluno como protagonista ao longo do processo.

É lógico que ainda existem aulas expositivas e seria leviandade torná-las vilãs. Na verdade elas são essenciais em diversos momentos. Porém, ao pensar em sequências didáticas e cursos como um todo, aulas expositivas e aulas mais dinâmicas e ativas são colocadas lado a lado como componentes importantes no percurso planejado.

Metodologias ativas

E o professor?

O professor não pode ignorar que seus alunos chegam à sala de aula cada vez com maior quantidade de conhecimentos conceituais adquiridos “por conta própria”, em canais de documentários, no youtube ou outras fontes. Assim, atuar como fonte de informações (conhecimento) não é um papel capaz de garantir o engajamento em suas aulas.

É preciso mudar de posição, “saindo do palco e caminhando em meio à plateia.”

O papel do professor deve ser muito mais de mediador no processo de aprendizagem, acompanhando seus alunos e orientando-os em seu percurso.

O professor deve ser um estrategista que analisa o cenário a todo instante, avaliando suas estratégias e reorientando suas ações de modo a garantir o máximo envolvimento e aproveitamento dos alunos.

Para isso ele deve ter sempre “cartas na manga”, na forma de materiais e estratégias adequados a cada novo desafio que surge.

Nesse contexto a formação continuada é essencial!

Metodologias ativas

Definição

Metodologias ativas são estratégias educacionais que colocam o aluno como protagonista em seu percurso de aprendizagem. O professor deixa de ser apenas um transmissor de informações para ser um mediador no processo em que o aluno desenvolve novas habilidades, competências e os conteúdos conceituais tradicionais.

Alguns ganhos com as metodologias ativas

Não tenho dúvidas de que colocar o aluno para trabalhar, de forma planejada e orientada, contribui para o desenvolvimento de diversas habilidades e competências que em aulas expositivas não são exigidas.

As metodologias ativas certamente contribuem para tornar o estudante melhor preparado para a vida real, pois situações corriqueiras na vida profissional são enfrentadas ao longo de sua vida escolar. Ferramentas e técnicas essenciais nas mais diversas áreas farão parte de sua bagagem pessoal.

O protagonismo o torna mais confiante em seu próprio potencial e aumenta o grau de satisfação com as aulas, professor e escola.

Finalizando

Recomendo que você leia também os artigos sobre Flipped Classroom, Ensino Híbrido e Sequência Didática, nos quais são apresentados alguns exemplos dos princípios aqui mencionados.

Pense a respeito.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

DICAS DE LIVROS SOBRE METODOLOGIAS ATIVAS

“O que eu ouço, eu esqueço; o que eu vejo, eu lembro; o que eu faço, eu compreendo”

Confúcio.

Leitura de imagem

Treinando o olhar com a leitura de imagem

Você é um bom observador?

Saiba que é possível aprimorar essa habilidade. Para isso, um bom exercício é a leitura de imagem.

Observe a imagem acima com atenção. Ela foi selecionada randomicamente dentre um banco de imagens que representa os muitos elementos e fenômenos naturais.

Analise-a cuidadosamente. Identifique os elementos presentes e sua distribuição. Quais aparecem em primeiro plano? Quais aparecem ao fundo? É possível identificar alguma relação entre os eles? O que podemos inferir a partir da observação? Que outras informações poderiam ser obtidas a partir da observação “ao vivo”?

A seguir, tente responder as perguntas.

Bom trabalho!

 

Caso seja um ser vivo

– É possível observar todo o organismo?

– Que parte dele aparece em destaque?

– Que etapa do ciclo vital é representada?

– Você consegue identificar esse ser vivo?

– Como ele se relaciona a nós? É útil? É perigoso? É indiferente?

– Onde vive?

– Como ele participa da cadeia alimentar?

– O que mais você sabe dizer sobre esse organismo?

Caso seja um fenômeno natural

– Onde ocorre esse fenômeno?

– De que maneira ele influencia na vida dos habitantes do ambiente?

– Que elementos da natureza participam do fenômeno?

– Quais são as causas e consequências desse fenômeno?

– Como ele pode nos afetar?

– Como você explicaria o fenômeno? O que você sabe sobre ele?

Caso seja um ambiente da natureza

– Que elementos vivos e não vivos compõem o ambiente?

– Como os elementos vivos e não vivos estão distribuídos?

– Onde encontramos esse ambiente?

– Como é a relação do ser humano com esse ambiente?

– Quais são as características do ambiente que o definem?

– Quais são as pressões seletivas sobre seus habitantes?

– O que mais você sabe sobre ele?

Para trocar a imagem, recarregue a página (F5 ou refresh)

Finalizando

O olhar atento, analítico, é fundamental para a percepção e compreensão do mundo.

Ele permite a identificação dos elementos que formam os ambientes, dos fenômenos naturais e das relações existentes entre os elementos.

É de grande importância que o professor promova exercícios de treinamento do olhar em suas sequências didáticas.

Caso tenha interesse, clique nos links a seguir e faça download de exemplos de fichas de leitura de imagem. Ficha 01 e Ficha 02.

Teste suas habilidades de observação e identificação de elementos da natureza a partir de detalhes em imagens. Para isso leia o artigo sobre desafios no link!

Leia também o artigo “Observação investigativa“. Ele apresenta uma proposta de progressão no treinamento do olhar.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo.)

Teste seus conhecimentos sobre a natureza! Visite a playlist no Canal Sala de Ciências!

Tecnologia a serviço do professor

Para que serve a tecnologia na vida de um professor?

Não é preciso receber um implante cibernético para que nos tornemos capazes de realizar tarefas que vão além do potencial humano anteriormente conhecido, basta aprender a usar novas ferramentas!

A tecnologia que surge a todo instante e ganha espaço em nossas vidas deve ser vista como muito mais que um kit de acessórios pessoais.

Na verdade, ela está mudando nossa maneira de pensar, de agir, de ser!

Ao aprender a utilizar diferentes recursos externos ao organismo, e fazer deles parte do cotidiano, estamos potencializando nossa capacidade de realizar tarefas como se fôssemos ciborgs, organismos meio homem, meio máquina.

O que antes demorava horas, dias, meses… agora é feito em segundos!

Isso traz economia de tempo, ganho de qualidade e ampliação do universo de possibilidades criativas para um ponto praticamente sem limites.

Além disso, ao criá-las, programá-las, usá-las para resolver desafios, estamos ensinando o cérebro a pensar de maneira mais lógica e objetiva, ampliando o próprio potencial humano. Mas esse é um assunto para a neurociência… sugiro a leitura desses artigos (http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/importante-aprender-programar-787139.shtml e http://tab.uol.com.br/neurohacking/#cerebro-hackeado )

Nesse texto pretendo discorrer apenas sobre a realização de tarefas cotidianas de um professor.

Preciso mesmo disso? O que eu ganho usando essa ferramenta?

Embora possam parecer perguntas de quem não quer usar uma nova ferramenta, tal questionamento é bastante importante!

Para que serve? Como pode me ajudar? Que ganhos terei? Como minha aula pode se tornar mais eficiente? Que aprendizados meus alunos terão? Como integrá-la em minha sequência didática?

Essas perguntas devem ser feitas sempre que nos deparamos com novidades tecnológicas. Lembro-me de quando surgiram os tablets, que logo viraram febre. Depois surgiram os Chromebooks e mais uma vez houve grande estardalhaço. O que fizeram? Como são utilizados? Que ganhos trouxeram?

Penso que são ferramentas úteis, interessantes, cada qual com suas próprias características e aplicações em sala de aula. Assim ocorre também com diversos outros recursos tecnológicos, sejam eles hardware ou software.

O importante é pensar sempre qual será o ganho para professor e/ou aluno com o uso de uma nova tecnologia.

Os recursos tecnológicos devem ser vistos como ferramentas de produtividade pessoal, que permitem a realização de tarefas com maior qualidade, maior eficiência, menor demanda de energia e tempo ou ainda que não poderiam ser realizadas sem sua utilização.

Não tenho dúvidas de que as ferramentas tecnológicas são essenciais no cotidiano escolar. Elas fazem parte do cabedal de recursos que nossos alunos devem aprender a utilizar para lidar com desafios que terão pela frente.

Bernardo Toro, em seus “Códigos da Modernidade”, apresenta um conjunto de competências mínimas para o indivíduo participar de maneira produtiva na sociedade do século XXI.

  • Domínio da leitura e da escrita;
  • Capacidade de fazer cálculos e resolver problemas;
  • Capacidade de analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações;
  • Capacidade de compreender e atuar em seu entorno social;
  • Receber criticamente os meios de comunicação;
  • Capacidade de localizar, acessar e usar melhor a informação acumulada;
  • Capacidade de planejar, trabalhar e decidir em grupo.

Perrenoud, em seus diversos textos, define competência como a faculdade de mobilizar recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc.) para enfrentar com pertinência e eficácia uma série de situações.

Assim, professores devem apresentar competências necessárias ao desenvolvimento de competências dos alunos, que as utilizarão em seus desafios pessoais.

As ferramentas tecnológicas desempenham papel fundamental nesse contexto, pois o cidadão produtivo deve ser capaz de utilizar recursos disponíveis para realizar as tarefas que lhe são solicitadas. Além de serem essenciais para a realização de determinadas tarefas, as ferramentas tecnológicas contribuem para o desenvolvimento de habilidades e competências diversas.

O que podemos fazer com a tecnologia

Pensando no cotidiano de um professor, seja na interação com o aluno, seja na interação com a escola e o mundo, há diversas situações em que o uso adequado de recursos modernos pode trazer grandes vantagens.

Dentre elas podemos mencionar:

  • Produção de material didático em geral – Suítes Office (Microsoft, Apple, Google, Libre Office e outras) oferecem:
    • Editores de texto – Permitem a produção, correção ortográfica e formatação de textos com alta qualidade visual, tornando mais simples essa tarefa.
    • Editores de slides – Possibilitam a produção de apresentações de slides com textos, imagens, animações e diversos outros recursos que tornam aulas e palestras muito mais interessantes.
    • Planilhas eletrônicas – Organizam dados, produzem gráficos, realizam cálculos complexos e tornam simples a interpretação de resultados numéricos.
  • Produção de e-books interativos – O ibooks Author, da Apple, possibilita a criação de e-books interativos fantásticos! O único senão é que esses e-books são acessíveis apenas em iPads e computadores Mac. Vale a pena conhecer! Há um e-book gratuito, “Life on Earth”, criado como modelo para professores conhecerem as possibilidades didáticas de tal recurso.
  • Edição de imagens (fotos e filmes para videoaulas e outros materiais didáticos) – Boas imagens são essenciais para a produção de material didático atraente e capaz de transmitir mensagens com eficiência. Isso exige alguns cuidados, estratégias, técnicas e ferramentas adequadas. Geralmente temos as seguintes etapas:
    • Captação da imagem com alguma câmera – Atualmente os smartphones possuem câmeras de boa qualidade capazes de dar conta de tal desafio. Ainda assim, é bom lembrar que dificilmente eles atingem a mesma qualidade de imagem que as câmeras profissionais produzem, uma vez que elas são fabricadas para esse objetivo específico.
    • Edição das imagens – Aqui os smartphones levam grande vantagem sobre as câmeras “que não telefonam”. Além de captar as imagens em foto ou vídeo, eles possuem diversos aplicativos capazes de realizar os ajustes necessários. É possível clarear, escurecer, intensificar a cor, recortar e aplicar diversos filtros pré-existentes que melhoram muito a capacidade de comunicar ideias da imagem captada. Caso as imagens tenham sido captadas em câmeras tradicionais, elas devem ser descarregadas em um computador e editadas para obter o máximo de sua qualidade. Isso é possível com alguns softwares bastante fáceis de usar. Exemplos:
      • Filmes – Podem ser editados no Windows Live Movie Maker, no iMovie e outros.
      • Fotografias – Podem ser editadas com o Fast Stone ou com o GIMP.
  • Produção de videoaulas (Filmes ou animações, geralmente narrados pelo professor, que abordam temas variados. São muito mais que apenas uma gravação da aula normalmente dada em classe) – A produção e uso desse tipo de material didático envolve duas etapas.
    • Criação – Esse tipo de material didático pode ser criado a partir de diversas ferramentas:
      • Aplicativos em tablets (Explain Everything, Adobe Spark Video) – Permitem a elaboração de slides, gravação de voz sobre os slides e salvar o arquivo como filme. Posteriormente o filme é publicado em algum serviço na web.
      • Editores de apresentação de slides (Suítes Office) – O professor elabora os slides da mesma maneira que faria para uma aula tradicional ou palestra. Porém, depois grava sua aula (narração) sobre os mesmos e os transforma em filme. Essa etapa era trabalhosa até pouco tempo e envolvia outros softwares para capturar o vídeo e editá-lo. Atualmente isso se tornou bastante fácil com o uso do Office Mix, um complemento gratuito para o Microsoft Power Point (leia um artigo sobre produção de videoaulas com o Office Mix clicando nesse link).
      • Câmeras de vídeo e softwares de edição (Windows Movie Maker, iMovie e outros) – Esses recursos são utilizados quando o professor deseja filmar sua própria aula, editar o filme e compartilhá-lo na web.
      • Serviços nativos da web – Ferramentas que permitem a criação de animações narradas ou não, com imagens e textos (Adobe Spark Video, PowToon e outros).
    • Publicação na web – Uma vez pronto o filme da videoaula, ele pode ser compartilhado com outras pessoas ao ser publicado na web. Isso pode ocorrer de diferentes maneiras:
      • Portal ou LMS (Learning Management System) da escola. Ex.: Moodle, Canvas e outros.
      • Blog do professor – Blogger, Wix e outros.
      • Serviços gratuitos (ou não) como Youtube e Vimeo.
  • Consumo de material didático digital – Materiais impressos são consumidos diretamente pelo aluno na forma de livros, fichas, cartazes e outros. Materiais digitais são consumidos através de tablets, smartphones, Chromebooks e outros computadores. Em alguns casos o material digital está publicado na web e em outros casos ele está instalado no próprio dispositivo.
  • Armazenamento na nuvem – De certa forma é uma publicação na web. Tal recurso permite que o usuário armazene seus arquivos em uma pasta na web. Assim, é possível acessar o material a partir de qualquer local! Não há mais aquele problema de “salvei o arquivo em meu computador pessoal, que está em casa.” Os serviços de hospedagem mais conhecidos são o Dropbox, o OneDrive e Google Drive.
  • Edição colaborativa de documentos online – Documentos armazenados na nuvem podem ser abertos simultaneamente em mais de um local. Ou seja, 3 alunos/professores de um grupo de trabalho podem editar o documento ao mesmo tempo, estejam eles na escola ou em suas casas! No mínimo, esse recurso possibilita ganho de tempo ao permitir o trabalho colaborativo, simultâneo ou não, independentemente da localização dos parceiros de trabalho. Os serviços de colaboração online mais conhecidos são o OneDrive e Google Drive.
  • Interação web para trabalhos em equipe – O uso de diversas ferramentas de comunicação via chat facilitam muito a realização de atividades em equipe. Um exemplo bastante frequente é a produção colaborativa de uma apresentação de slides que será utilizada como material de apoio em seminário. Os integrantes podem editar o documento simultaneamente, cada um de sua casa, comunicando-se via chat! A própria ferramenta de edição colaborativa pode apresentar um mecanismo de chat ou pode-se usar outro como o Skype.
  • Gestão do processo de ensino/aprendizagem pela web – A gestão virtual da interação entre aluno e professor, compartilhando documentos e links e avaliando aprendizagens, é uma tarefa cada vez mais presente. Ela expande a interação aluno/professor para além dos limites espaciais e temporais da aula. Há diversas plataformas em constante evolução que possibilitam essa tarefa: Moodle, Canvas, Google Sala de Aula, Edmodo e outras.
  • Busca de informações na web – A mais conhecida forma de uso da web na escola, como fonte de informações para o professor e aluno. Deve ser feita com cuidado, pois nem tudo que está publicado tem qualidade ou veracidade confirmadas. Os navegadores são a ferramenta por excelência para tal tarefa: Google Chrome, Firefox, Edge, Safári, Ópera…

Finalizando

Recursos tecnológicos representam oportunidades incríveis para o desenvolvimento de novas competências em professores e alunos, tornando-os mais aptos a enfrentar os desafios da modernidade com tranquilidade, eficiência e desenvoltura.

É importante estar atento às novidades da tecnologia, olhar para elas de forma crítica, conhecer seus fundamentos, avaliar a pertinência de seu uso e fazer escolhas!

Leia também o artigo sobre Flipped Classroom e o artigo sobre Sequências Didáticas. Neles, você poderá conhecer algumas situações de uso de ferramentas tecnológicas no contexto sala de aula.

Pense a respeito.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

Como criar videoaulas e editar vídeos – Curso na Udemy

Formação continuada de educadores

Fonte da imagem – http://www.freepik.com/free-photo/classmates-having-fun-with-a-laptop_854918.htm
O que é Flipped Classroom?

Flipped Classroom (aula invertida) – O que é?

Lições de casa que preparam o aluno para a aula seguinte não são novidade. O que tem contribuído para a disseminação do termo Flipped classroom (Aula invertida) é o uso da tecnologia como ferramenta de produtividade e material de apoio para alunos e professores.

Veja um exemplo de uso dessa estratégia:

Momento 1 – O professor seleciona, ou cria um vídeo (videoaula) com as ideias essenciais para a aula seguinte. Ele pode usar imagens, falar devagar, explicar detalhes… A gravação pode ser feita diante de uma câmera (o professor aparece), ou narrando uma captura de tela (aparecem os slides).

Exemplo: Videoaula “Vivo ou não vivo”- https://youtu.be/MU6CrIRQYyM

Momento 2 – O professor dá como lição de casa uma atividade em que o conceito da videoaula é aplicado. O aluno pode assistir a videoaula quantas vezes desejar. Caso queira tomar notas, ele pode pausar o vídeo e retomá-lo depois. O acesso pode ser feito em notebooks, desktops, tablets e smartphones.

Exemplo:

a) Assista à videoaula “Vivo ou não vivo” ( https://youtu.be/MU6CrIRQYyM ). Tome nota das ideias principais.

b) Assista ao documentário sobre a Mata Atlântica (https://youtu.be/TjYAwYJJoy4).

c) Responda as perguntas a seguir, registrando suas respostas e dúvidas no caderno.

c.1) Liste elementos vivos e não vivos que caracterizam a Mata Atlântica.

c.2) Descreva o ambiente apresentado no documentário. Escreva um breve texto. Caso tenha dúvidas, reveja a videoaula sobre o comando DESCREVER (https://youtu.be/r7k12uh0fQY).

c.3) Identifique possíveis relações alimentares entre os seres vivos habitantes do local.

Momento 3 – Em classe, ao retomar a lição, a dinâmica é muito mais produtiva do que aquela em que a aula seria usada para apresentar e explicar o conceito de seres vivos. Os alunos chegam com perguntas resultantes da atividade proposta e perguntam ativamente, provavelmente mais do que se a aula seguisse a estratégia tradicional. Nesse exemplo, é possível discutir com os alunos a maneira correta de descrever um ambiente e partir para a construção colaborativa de uma cadeia alimentar do ambiente estudado. É possível também assistir à diversos outros filmes com imagens de seres vivos, enriquecendo a discussão. A preparação anterior do aluno, assistindo à videoaula e aplicando o conhecimento em exercícios, faz com que ele chegue à escola pronto para atividades mais elaboradas que uma simples exposição do conteúdo.

Tecnologia como facilitadora da aula invertida

Do ponto de vista do professor

Os telefones celulares atuais, com câmeras fotográficas e filmadoras, tornaram bastante simples a produção de videoaulas e outros tipos de material de apoio para inverter a aula.

Costumo estar atento às oportunidades que aparecem corriqueiramente, fotografando e filmando elementos da natureza e fenômenos naturais. Algumas vezes chego a montar experimentos para produzir o material desejado.

O material produzido é armazenado, publicado, em meu canal no Youtube – Canal Sala de Ciências. Uma vez publicados, os vídeos podem ser acessados de qualquer local, a todo instante.

Esse tipo de material pode ser usado em diversos momentos da aula, para conquistar a atenção dos alunos, para evidenciar algum conceito, como apoio para lições de casa e aulas invertidas etc. Posso dizer que funciona como um conjunto de cartas na manga que auxiliam a tornar as aulas mais interessantes e motivadoras.

Do ponto de vista do aluno

Se por um lado (do professor) a tecnologia facilita a produção de material audiovisual com as câmeras dos smartphones, por outro lado (do aluno) ela também facilita muito o acesso ao material publicado.

Resumindo

  • Etapa 1 (Elaboração da atividade) – O professor elabora uma sequência de aulas com a estrutura: a) Preparação em casa e b) Realização em classe.
  • Etapa 2 (Seleção, ou produção, de material de apoio) – O professor seleciona, ou produz, vídeos que apresentam informações essenciais para o aluno participar da aula seguinte (ideias, dados do mundo real, procedimentos etc.).
  • Etapa 3 (Orientação dos alunos) – O professor orienta os alunos com precisão: a) Acesse…, b) Assista…, c) Sintetize, elabore, descreva, compare…
  • Etapa 4 – (Aplicação da atividade em classe) – O professor organiza os alunos em classe de modo a utilizarem sua produção da lição de casa como base para o debate e nova produção, agora em sala de aula.

Recursos necessários para usar Flipped Classroom (Aula invertida)

– Professor

  • Repositório de material de apoio audiovisual – Canais no Youtube: do próprio professor ou de outras pessoas / instituições. Exemplos: Canal Sala de Ciências (https://www.youtube.com/saladeciencias).
  • Caso deseje gravar seu próprio material, o professor precisará também de uma câmera (pode ser de um smartphone) e de recursos para editar o vídeo.
  • Plataforma de gestão virtual de aulas (LMS – Canvas, Google Sala de Aula, Moodle, Claroline e outros) ou mesmo um site/blog no qual o professor pode publicar as instruções e os links para o material de apoio.

– Aluno

  • Equipamento com acesso à internet: notebook, desktop, tablet ou smartphone.

Finalizando

Hoje em dia podemos acessar a internet, e consequentemente o Youtube, praticamente de qualquer local. Isso quebra de vez as barreiras geográficas e temporais da sala de aula.

Pense a respeito! Reflita sobre suas aulas e experimente usar esses recursos.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

DICAS DE LIVROS SOBRE METODOLOGIAS ATIVAS

Saiba mais sobre Flipped classroom – http://flippedinstitute.org/learning-resources e http://www.educacontic.es/blog/flipped-classroom-herramientas-mas-destacadas-para-comenzar-invertir-en-tu-aula-dchicapardo

Fonte da imagem – http://www.freepik.com/free-vector/retro-elements-for-school_759561.htm
O que é sequência Didática

Sequência Didática – O que é?

O que é Sequência Didática

O que é Sequência Didática?

Qual é a importância de uma sequência didática?

Assim como em qualquer outra área de nossas vidas, o planejamento cuidadoso por parte do professor é certamente responsável pelo sucesso de suas ações.

Antes mesmo de entrar em classe, seus passos já foram pensados como em um jogo de xadrez, no qual cada jogada é antecipada com algumas rodadas de antecedência.

Quais são as expectativas de desempenho dos alunos? Que estratégias utilizar? Como abordar o tema? De que maneira envolver os alunos e torná-los parte ativa no processo de ensino-aprendizagem? O que fazer caso a aula caminhe para tal direção? Como avaliar?

Assim, cada momento da aula pode, e deve ser pensado exaustivamente antes que realmente ocorra. Cada aula deve ser encarada como parte de uma sequência de atividades com “começo, meio e fim”.

Essa sequência encadeada de atividades metodicamente planejadas, cada qual com seus objetivos, material e estratégias, é chamada de sequência didática.

O uso adequado de sequências didáticas na prática pedagógica certamente contribui para a sua maior eficiência, uma vez que orienta professor e alunos em seu caminho de aprendizagem.

Como elaborar uma boa Sequência Didática

O primeiro passo certamente é estabelecer objetivos claros e precisos, que deverão ser atingidos como resultado de uma série de ações realizadas pelos alunos, seja na sala de aula, seja em casa ou outros locais. Os objetivos devem ser expressos na forma de expectativas de desempenho atreladas ao aprendizado esperado. Por exemplo: Espera-se que os alunos sejam capazes de comparar diferentes ambientes classificando-os de acordo com o grau de degradação decorrente de ações humanas.

O segundo passo é, a partir dos objetivos selecionados, escolher com atenção o tipo de evidência esperada dos alunos como prova de seu aprendizado. Ou seja, de que maneira podemos medir (avaliar) o que eles aprenderam? No caso acima, podemos verificar seu aprendizado de acordo com a capacidade de, dentre um conjunto de imagens de ambientes, identificar seus elementos constituintes, identificar indícios da ação humana e classificá-los segundo o grau de alteração.

De posse dessas informações, o terceiro passo é elaborar um conjunto de atividades sequenciais que apresentem o tema aos alunos, motivando-os a se envolver no processo, desafiando-os, mobilizando seus recursos cognitivos, levando-os a utilizar seus conhecimentos prévios como ponto de ancoragem para novos conhecimentos, criando condições para que produzam e por fim, avaliando-os.

Sequência Didática no século XXI

Não há necessidade de atividades complexas para ser uma boa sequência didática, mas não há dúvidas de que é interessante aproveitar toda oportunidade para trabalhar com o aluno diversas habilidades que contribuam para a construção de sua autonomia.

Ao longo da sequência de atividades planejada é possível, e interessante, trabalhar aspectos como:

  1. Habilidades relacionadas ao uso de ferramentas tecnológicas como ferramentas de produtividade, sejam elas aparelhos eletrônicos (smartphones, tablets, Chromebooks, notebooks, câmeras fotográficas etc.) ou aplicativos para realizar tarefas específicas (editor de fotografias ou vídeos, editor de apresentações de slides, mecanismos de busca na web etc.).
  2. Habilidades ligadas à leitura e escrita, em especial trabalhando com gêneros textuais específicos e relacionados ao contexto de trabalho da disciplina.
  3. Habilidades específicas de determinadas matérias, como o planejamento e condução de investigações científicas, com coleta e análise de dados, argumentação baseada em evidências e elaborações de explicações e conclusões.
  4. Habilidades relacionadas à correta compreensão de comandos e realização de tarefas, tornando a atuação do aluno mais precisa e efetiva diante de instruções.
  5. Habilidades para trabalhar em grupo, como a capacidade de distribuir tarefas e responsabilidades, dar cabo de suas atribuições, ouvir e respeitar o próximo mesmo com ideias antagônicas, sintetizar ideias da equipe, comunicar resultados.

Finalizando

O planejamento detalhado de uma sequência didática trás benefícios inegáveis a professores e alunos, facilitando o trabalho de uns e melhorando a eficiência de outros.

Leia também o artigo sobre Flipped Classroom. Nele é apresentada uma sequência didática bastante simples, mas que leva em consideração algumas das ideias aqui apresentadas.

Outro artigo recomendado é “O que é Observação investigativa?”, em que são apresentados exemplos de sequências didáticas para desenvolver a capacidade de observação do aluno.

Pense a respeito.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

DICAS DE LIVROS SOBRE METODOLOGIAS ATIVAS

Fonte da imagem – http://www.freepik.com/free-vector/teacher-pointing-to-the-blackboard_716538.htm

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Como fazer um mapa conceitual

Mapas conceituais – Como fazer

Por que usar mapas conceituais?

Vivemos um momento em que, a cada dia que passa, lidamos com maior quantidade de informação: conceitos, fatos, relações etc.

Por um lado, a facilidade de acesso à informação é um aspecto muito bom. Por outro lado, representa um novo e difícil desafio: Como lidar com isso sem nos perder em meio a tantas ideias? Como organizar o pensamento?

Tal desafio se apresenta cotidianamente a professores e alunos! É preciso saber lidar com ele de modo a organizar o aprendizado ao longo do tempo, sem que o novo se sobreponha ao anterior escondendo-o nos confins da memória. Novos conhecimentos devem ser conectados aos anteriores formando uma verdadeira rede de significados ancorados entre si. Assim, o antigo e o novo se mesclam tornando-se um só!

Uma boa alternativa é o mapeamento conceitual!

O exercício de organizar as ideias, no papel, com relações claramente apresentadas, contribui para que o mesmo ocorra em nossa memória. Ou seja, o pensar sobre as relações entre ideias enquanto tentamos elaborar um mapa conceitual contribui para o estabelecimento, revisão e fortalecimento das mesmas relações no nível da memória.

O que é um mapa conceitual

Mapa conceitual é uma representação das relações existentes entre diferentes conceitos, organizada de maneira simples e mais fácil de visualizar. Tais relações são representadas por “proposições”, que expressam de forma clara e objetiva a relação entre dois conceitos (ideias).

Ao ler um texto escrito são apresentadas diversas ideias encadeadas e estruturadas de forma lógica, com o objetivo de comunicar algo. Se o texto é denso, muitas vezes ao longo da leitura precisamos fazer uma pausa e voltar a ideias anteriormente mencionadas para buscar sua conexão com aquelas do trecho atual.

Mapas conceituais podem ajudar na compreensão das relações entre as diferentes ideias do texto, por apresentá-las de forma esquemática e, visualmente, mais simples. Eles não substituem o texto, mas podem ser uma poderosa ferramenta de estudo em diferentes momentos de uma sequência didática.

Como fazer um mapa conceitual

1 – Reflita sobre o tema de seu MC. Liste os principais conceitos relacionados ao tema.

2 – Organize esses conceitos hierarquicamente, segundo seu grau de importância ou abrangência, desde o mais importante e abrangente (a ser colocado na parte superior do papel) até os menos importantes, colocados nas extremidades do MC.

3 – Estabeleça as relações entre os conceitos já dispostos no papel e, a partir delas, amplie seu MC com os outros conceitos. Escreva-as de forma bastante precisa e objetiva sobre a seta que liga cada dupla de conceitos.

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Leia também o artigo sobre Sequências Didáticas. O mapeamento conceitual pode ser bastante útil em diversos momentos de uma sequência didática, desde o levantamento de conhecimentos prévios, no início, passando pelo planejamento de atividades até a sistematização do conhecimento adquirido, no final.

Em outro texto apresento um exemplo do uso de mapas conceituais como parte essencial da sequência didática, tanto pelos alunos como pelo professor. Sugiro sua leitura clicando aqui!

Pense a respeito!

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

Dicas de livros sobre mapas conceituais