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Tecnologia a serviço do professor

Para que serve a tecnologia na vida de um professor?

Não é preciso receber um implante cibernético para que nos tornemos capazes de realizar tarefas que vão além do potencial humano anteriormente conhecido, basta aprender a usar novas ferramentas!

A tecnologia que surge a todo instante e ganha espaço em nossas vidas deve ser vista como muito mais que um kit de acessórios pessoais.

Na verdade, ela está mudando nossa maneira de pensar, de agir, de ser!

Ao aprender a utilizar diferentes recursos externos ao organismo, e fazer deles parte do cotidiano, estamos potencializando nossa capacidade de realizar tarefas como se fôssemos ciborgs, organismos meio homem, meio máquina.

O que antes demorava horas, dias, meses… agora é feito em segundos!

Isso traz economia de tempo, ganho de qualidade e ampliação do universo de possibilidades criativas para um ponto praticamente sem limites.

Além disso, ao criá-las, programá-las, usá-las para resolver desafios, estamos ensinando o cérebro a pensar de maneira mais lógica e objetiva, ampliando o próprio potencial humano. Mas esse é um assunto para a neurociência… sugiro a leitura desses artigos (http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/importante-aprender-programar-787139.shtml e http://tab.uol.com.br/neurohacking/#cerebro-hackeado )

Nesse texto pretendo discorrer apenas sobre a realização de tarefas cotidianas de um professor.

Preciso mesmo disso? O que eu ganho usando essa ferramenta?

Embora possam parecer perguntas de quem não quer usar uma nova ferramenta, tal questionamento é bastante importante!

Para que serve? Como pode me ajudar? Que ganhos terei? Como minha aula pode se tornar mais eficiente? Que aprendizados meus alunos terão? Como integrá-la em minha sequência didática?

Essas perguntas devem ser feitas sempre que nos deparamos com novidades tecnológicas. Lembro-me de quando surgiram os tablets, que logo viraram febre. Depois surgiram os Chromebooks e mais uma vez houve grande estardalhaço. O que fizeram? Como são utilizados? Que ganhos trouxeram?

Penso que são ferramentas úteis, interessantes, cada qual com suas próprias características e aplicações em sala de aula. Assim ocorre também com diversos outros recursos tecnológicos, sejam eles hardware ou software.

O importante é pensar sempre qual será o ganho para professor e/ou aluno com o uso de uma nova tecnologia.

Os recursos tecnológicos devem ser vistos como ferramentas de produtividade pessoal, que permitem a realização de tarefas com maior qualidade, maior eficiência, menor demanda de energia e tempo ou ainda que não poderiam ser realizadas sem sua utilização.

Não tenho dúvidas de que as ferramentas tecnológicas são essenciais no cotidiano escolar. Elas fazem parte do cabedal de recursos que nossos alunos devem aprender a utilizar para lidar com desafios que terão pela frente.

Bernardo Toro, em seus “Códigos da Modernidade”, apresenta um conjunto de competências mínimas para o indivíduo participar de maneira produtiva na sociedade do século XXI.

  • Domínio da leitura e da escrita;
  • Capacidade de fazer cálculos e resolver problemas;
  • Capacidade de analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações;
  • Capacidade de compreender e atuar em seu entorno social;
  • Receber criticamente os meios de comunicação;
  • Capacidade de localizar, acessar e usar melhor a informação acumulada;
  • Capacidade de planejar, trabalhar e decidir em grupo.

Perrenoud, em seus diversos textos, define competência como a faculdade de mobilizar recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc.) para enfrentar com pertinência e eficácia uma série de situações.

Assim, professores devem apresentar competências necessárias ao desenvolvimento de competências dos alunos, que as utilizarão em seus desafios pessoais.

As ferramentas tecnológicas desempenham papel fundamental nesse contexto, pois o cidadão produtivo deve ser capaz de utilizar recursos disponíveis para realizar as tarefas que lhe são solicitadas. Além de serem essenciais para a realização de determinadas tarefas, as ferramentas tecnológicas contribuem para o desenvolvimento de habilidades e competências diversas.

O que podemos fazer com a tecnologia

Pensando no cotidiano de um professor, seja na interação com o aluno, seja na interação com a escola e o mundo, há diversas situações em que o uso adequado de recursos modernos pode trazer grandes vantagens.

Dentre elas podemos mencionar:

  • Produção de material didático em geral – Suítes Office (Microsoft, Apple, Google, Libre Office e outras) oferecem:
    • Editores de texto – Permitem a produção, correção ortográfica e formatação de textos com alta qualidade visual, tornando mais simples essa tarefa.
    • Editores de slides – Possibilitam a produção de apresentações de slides com textos, imagens, animações e diversos outros recursos que tornam aulas e palestras muito mais interessantes.
    • Planilhas eletrônicas – Organizam dados, produzem gráficos, realizam cálculos complexos e tornam simples a interpretação de resultados numéricos.
  • Produção de e-books interativos – O ibooks Author, da Apple, possibilita a criação de e-books interativos fantásticos! O único senão é que esses e-books são acessíveis apenas em iPads e computadores Mac. Vale a pena conhecer! Há um e-book gratuito, “Life on Earth”, criado como modelo para professores conhecerem as possibilidades didáticas de tal recurso.
  • Edição de imagens (fotos e filmes para videoaulas e outros materiais didáticos) – Boas imagens são essenciais para a produção de material didático atraente e capaz de transmitir mensagens com eficiência. Isso exige alguns cuidados, estratégias, técnicas e ferramentas adequadas. Geralmente temos as seguintes etapas:
    • Captação da imagem com alguma câmera – Atualmente os smartphones possuem câmeras de boa qualidade capazes de dar conta de tal desafio. Ainda assim, é bom lembrar que dificilmente eles atingem a mesma qualidade de imagem que as câmeras profissionais produzem, uma vez que elas são fabricadas para esse objetivo específico.
    • Edição das imagens – Aqui os smartphones levam grande vantagem sobre as câmeras “que não telefonam”. Além de captar as imagens em foto ou vídeo, eles possuem diversos aplicativos capazes de realizar os ajustes necessários. É possível clarear, escurecer, intensificar a cor, recortar e aplicar diversos filtros pré-existentes que melhoram muito a capacidade de comunicar ideias da imagem captada. Caso as imagens tenham sido captadas em câmeras tradicionais, elas devem ser descarregadas em um computador e editadas para obter o máximo de sua qualidade. Isso é possível com alguns softwares bastante fáceis de usar. Exemplos:
      • Filmes – Podem ser editados no Windows Live Movie Maker, no iMovie e outros.
      • Fotografias – Podem ser editadas com o Fast Stone ou com o GIMP.
  • Produção de videoaulas (Filmes ou animações, geralmente narrados pelo professor, que abordam temas variados. São muito mais que apenas uma gravação da aula normalmente dada em classe) – A produção e uso desse tipo de material didático envolve duas etapas.
    • Criação – Esse tipo de material didático pode ser criado a partir de diversas ferramentas:
      • Aplicativos em tablets (Explain Everything, Adobe Spark Video) – Permitem a elaboração de slides, gravação de voz sobre os slides e salvar o arquivo como filme. Posteriormente o filme é publicado em algum serviço na web.
      • Editores de apresentação de slides (Suítes Office) – O professor elabora os slides da mesma maneira que faria para uma aula tradicional ou palestra. Porém, depois grava sua aula (narração) sobre os mesmos e os transforma em filme. Essa etapa era trabalhosa até pouco tempo e envolvia outros softwares para capturar o vídeo e editá-lo. Atualmente isso se tornou bastante fácil com o uso do Office Mix, um complemento gratuito para o Microsoft Power Point (leia um artigo sobre produção de videoaulas com o Office Mix clicando nesse link).
      • Câmeras de vídeo e softwares de edição (Windows Movie Maker, iMovie e outros) – Esses recursos são utilizados quando o professor deseja filmar sua própria aula, editar o filme e compartilhá-lo na web.
      • Serviços nativos da web – Ferramentas que permitem a criação de animações narradas ou não, com imagens e textos (Adobe Spark Video, PowToon e outros).
    • Publicação na web – Uma vez pronto o filme da videoaula, ele pode ser compartilhado com outras pessoas ao ser publicado na web. Isso pode ocorrer de diferentes maneiras:
      • Portal ou LMS (Learning Management System) da escola. Ex.: Moodle, Canvas e outros.
      • Blog do professor – Blogger, Wix e outros.
      • Serviços gratuitos (ou não) como Youtube e Vimeo.
  • Consumo de material didático digital – Materiais impressos são consumidos diretamente pelo aluno na forma de livros, fichas, cartazes e outros. Materiais digitais são consumidos através de tablets, smartphones, Chromebooks e outros computadores. Em alguns casos o material digital está publicado na web e em outros casos ele está instalado no próprio dispositivo.
  • Armazenamento na nuvem – De certa forma é uma publicação na web. Tal recurso permite que o usuário armazene seus arquivos em uma pasta na web. Assim, é possível acessar o material a partir de qualquer local! Não há mais aquele problema de “salvei o arquivo em meu computador pessoal, que está em casa.” Os serviços de hospedagem mais conhecidos são o Dropbox, o OneDrive e Google Drive.
  • Edição colaborativa de documentos online – Documentos armazenados na nuvem podem ser abertos simultaneamente em mais de um local. Ou seja, 3 alunos/professores de um grupo de trabalho podem editar o documento ao mesmo tempo, estejam eles na escola ou em suas casas! No mínimo, esse recurso possibilita ganho de tempo ao permitir o trabalho colaborativo, simultâneo ou não, independentemente da localização dos parceiros de trabalho. Os serviços de colaboração online mais conhecidos são o OneDrive e Google Drive.
  • Interação web para trabalhos em equipe – O uso de diversas ferramentas de comunicação via chat facilitam muito a realização de atividades em equipe. Um exemplo bastante frequente é a produção colaborativa de uma apresentação de slides que será utilizada como material de apoio em seminário. Os integrantes podem editar o documento simultaneamente, cada um de sua casa, comunicando-se via chat! A própria ferramenta de edição colaborativa pode apresentar um mecanismo de chat ou pode-se usar outro como o Skype.
  • Gestão do processo de ensino/aprendizagem pela web – A gestão virtual da interação entre aluno e professor, compartilhando documentos e links e avaliando aprendizagens, é uma tarefa cada vez mais presente. Ela expande a interação aluno/professor para além dos limites espaciais e temporais da aula. Há diversas plataformas em constante evolução que possibilitam essa tarefa: Moodle, Canvas, Google Sala de Aula, Edmodo e outras.
  • Busca de informações na web – A mais conhecida forma de uso da web na escola, como fonte de informações para o professor e aluno. Deve ser feita com cuidado, pois nem tudo que está publicado tem qualidade ou veracidade confirmadas. Os navegadores são a ferramenta por excelência para tal tarefa: Google Chrome, Firefox, Edge, Safári, Ópera…

Finalizando

Recursos tecnológicos representam oportunidades incríveis para o desenvolvimento de novas competências em professores e alunos, tornando-os mais aptos a enfrentar os desafios da modernidade com tranquilidade, eficiência e desenvoltura.

É importante estar atento às novidades da tecnologia, olhar para elas de forma crítica, conhecer seus fundamentos, avaliar a pertinência de seu uso e fazer escolhas!

Leia também o artigo sobre Flipped Classroom e o artigo sobre Sequências Didáticas. Neles, você poderá conhecer algumas situações de uso de ferramentas tecnológicas no contexto sala de aula.

Pense a respeito.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

Como criar videoaulas e editar vídeos – Curso na Udemy

Formação continuada de educadores

Fonte da imagem – http://www.freepik.com/free-photo/classmates-having-fun-with-a-laptop_854918.htm
Estudante assistindo videoaula.

Videoaulas – Como fazer?

O que são videoaulas?

Videoaulas são aulas gravadas em formato de vídeo e, atualmente, distribuídas por meio da internet. Algum tempo atrás as videoaulas mais famosas eram aquelas do Telecurso 2º grau, transmitido pela TV.

Hoje em dia, com o surgimento do Youtube e popularização de câmeras e smartphones, qualquer pessoa pode criar seu próprio canal e produzir as próprias videoaulas. Você já tem o seu?

Elas são utilizadas como ferramentas que estendem a escola para muito além das paredes de uma sala de aula, sem limitações espaciais ou temporais para seu uso. Sua utilização possibilita, entre outras coisas:

  • Aplicação da estratégia conhecida como Flipped-Classroom, ou Aula Invertida, em que videoaulas com conceitos fundamentais para a realização de determinada atividade são fornecidas aos alunos para que as assistam previamente em casa. Assim, os alunos preparam-se para aplicar os conhecimentos adquiridos por meio delas em atividades práticas e colaborativas realizadas em sala de aula. A aula torna-se muito mais dinâmica e interessante! Esse é um exemplo de metodologia ativa!
  • Utilização de videoaulas como material de estudo para os alunos realizarem revisões, posteriores às aulas de um certo tema, mesmo fora do ambiente escolar. Essa modalidade é utilizada em períodos de exames escolares, em que todo estudante busca rever a matéria do período e que será avaliada.
  • Realização de cursos totalmente virtuais, sem que o aluno participe de aulas presenciais. Essa modalidade de ensino está se tornando bastante comum e tem sido adotada por universidades famosas que oferecem cursos de extensão universitária.

Em qualquer situação de uso, acredito que as videoaulas sejam muito mais que mero modismo tecnológico. Elas vieram para ficar, estão ganhando espaço e tornam-se cada vez mais essenciais ao processo de ensino-aprendizagem.

Quais são os principais tipos de videoaulas?

Inicialmente as videoaulas eram gravações de aulas normais ministradas em classe. Após a filmagem, elas eram editadas e publicadas na web. Posteriormente, passaram a ser planejadas e gravadas especialmente com essa finalidade, utilizando diferentes ferramentas e estratégias.

Atualmente encontramos:

  • Aulas normais, curriculares, gravadas na própria sala e publicadas, com ou sem produção especial.
  • Aulas gravadas na própria sala, mas com o objetivo específico de publicação na web. São produções mais elaboradas, que podem combinar a lousa com slides do Power Point e até animações sofisticadas.
  • Apresentações de slides narrados pelo professor, que pode aparecer ou não. Esse é um modelo cada vez mais fácil de ser produzido pelo próprio professor, mesmo com pequena infraestrutura.
  • Gravações de telas de tablets, feitas com aplicativos também bastante simples de utilizar.

Quais são as características de uma boa videoaula

Boas videoaulas devem seguir os princípios de uma boa aula em classe:

  • Apresentar o conteúdo de forma clara, objetiva e organizada.
  • Utilizar estímulos visuais e auditivos que levem o aluno a armazenar memórias de diferentes tipos relacionadas ao conteúdo estudado.
  • Questionar o aluno criando conflitos cognitivos que o levem a refletir sobre o seu saber, o seu pensar e o seu fazer. O que já sei sobre o assunto em questão? O que deveria saber e ainda não sei? Como posso vir a saber o que preciso?
  • Auxiliar o aluno a organizar seu conhecimento relacionando-o a situações significativas de seu cotidiano.
  • Apresentar propostas e desafios para que o aluno vá além do que aprendeu e expanda seu conhecimento.

Etapas da elaboração

Assim como todo projeto, videoaulas devem ser planejadas e elaboradas com atenção, de modo a atingir os objetivos da Sequência Didática de que fazem parte.

As principais etapas de sua elaboração são:

  1. Planejamento e definição de objetivos – A quem se destina? Como será utilizada? Em que contexto? Com que objetivo?
  2. Preparação do material e esboço dos slides – Seleção de imagens e textos de apoio.
  3. Elaboração dos slides – Inserção das imagens e textos, diagramando-os de forma equilibrada e atraente.
  4. Gravação ou narração dos slides – Gravar a aula com apoio dos slides e transformá-la em filme.
  5. Edição do vídeo – Seleção e montagem de cenas com boa qualidade técnica.
  6. Publicação na web – Fazer upload para o Youtube, Vimeo, Udemy ou LMS.

Recursos necessários

Ao falar sobre a produção de videoaulas, vou considerar o modelo em que o professor narra uma sequência de slides, como se estivesse dando a aula em classe.

Para elaborar esse tipo de material são necessários:

  • Computador (desktop ou notebook).
  • Microsoft Power Point, Google apresentações ou similar.
  • Software para editar vídeos. Ex.: Movavi Vídeo Suíte.
  • Software para gravar a tela de seu computador. Ex.: Movavi Vídeo Suíte.

Como fazer videoaulas

Produzir videoaulas é algo muito mais simples do que pode parecer!

Imagino que a maioria dos professores já tenha alguma experiência com a elaboração de slides no Power Point, afinal de contas eles podem ser excelente material de apoio durante as aulas, desde que bem feitos.

  1. Com os slides prontos, você deve clicar no botão “apresentação de slides”.
  2. Ao mesmo tempo, deve “ligar” um software para gravar a tela de seu computador.
  3. Em seguida, com o gravador de telas capturando sua aula, você deve “dar a aula”, ou narrar os slides, enquanto sua voz é gravada juntamente com aquilo que aparece na tela do monitor.
  4. Ao final da “aula”, você deve desligar o programa que grava a tela e salvar o arquivo de vídeo resultante.
  5. Esse arquivo deve ser editado e publicado em seu canal no Youtube ou LMS.

Simples, não? Pois é isso mesmo!

Finalizando

O uso planejado de videoaulas traz benefícios inegáveis a professores e alunos, facilitando o trabalho de uns e melhorando a eficiência de outros.

Acredito que esse recurso criou um novo mundo na educação, possibilitando o acesso de material educativo de qualidade a pessoas de qualquer local do planeta, desde que tenha acesso à web.

Leia também o artigo sobre Flipped Classroom e o artigo sobre Sequências Didáticas. Neles, você poderá conhecer algumas modalidades de uso de videoaulas. O artigo “O que é Ensino Híbrido” também é interessante e complementará sua leitura.

Pense a respeito.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

Como criar videoaulas e editar vídeos – Curso na Udemy

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