Teia alimentar - Integrantes

Noções de ecologia – Teia alimentar

Teia alimentar

Todo ser vivo necessita de matéria-prima e energia para completar seu Ciclo de Vida. Elas são essenciais para o funcionamento, crescimento, regeneração e reprodução de células, tecidos, órgãos e organismos.

De onde vêm tais recursos?

Os vegetais (Produtores) absorvem a energia diretamente da luz solar e a matéria prima do ambiente em que vivem (Gás Carbônico da atmosfera, sais minerais e água do solo). Nesse processo são produzidos Glicose (açúcar), que armazena a energia, e Gás Oxigênio. Por essa razão eles são chamados de organismos produtores. Tal fenômeno é chamado de Fotossíntese.

Teia alimentar - Produtores

Os animais (Consumidores) absorvem a energia e a matéria prima ingerindo (consumindo) partes de outros seres vivos. Por essa razão eles são chamados de organismos consumidores. De acordo com a classificação de suas principais fontes de alimento (animais e/ou vegetais) eles podem ser:

  • Consumidores herbívoros – Alimentam-se primordialmente de vegetais. Ex.: Vacas, cavalos, capivaras, antas etc.
  • Consumidores carnívoros – Alimentam-se primordialmente de animais. Ex.: Tubarão, piranha, rãs e sapos, cobras, gaviões, gatos etc.
  • Consumidores onívoros – Alimentam-se de animais e vegetais. Ex.: Seres humanos e outros primatas (macacos), galinhas, porcos etc.

Teia alimentar - Consumidores

Os fungos e bactérias (Decompositores) absorvem a energia e matéria-prima necessários para completar seu ciclo vital decompondo restos de outros seres vivos. Nesse processo, parte da matéria-prima (sais minerais) é liberada no ambiente contribuindo para o enriquecimento e fertilidade do solo. Por essa razão solos de florestas, cobertos de de folhas em decomposição (húmus), são considerados ricos e férteis.

Resumindo

As relações entre seres vivos nas quais ocorre transferência de energia / matéria-prima de um organismo a outro são chamadas de Relações Alimentares. O conjunto de relações alimentares de um ambiente é chamado de Teia Alimentar.

Teia alimentar - Relações alimentares

Luta pela sobrevivência

Observe atentamente o mundo ao seu redor.

Todo ser vivo, do menor ao maior, de qualquer grupo, está sempre prestes a se alimentar ou servir de alimento a outro!

Tal relação presa/predador torna os ambientes uma constante arena de luta, na qual a sobrevivência de um pode depender da morte da outro.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

 

Planta carnívora - Dionea

Álbum de Figurinhas de Ciências da Natureza

Você já parou para pensar no tempo que as crianças investem em brincadeiras com figurinhas?

Tenho consciência de que é possível usá-las de maneira útil e trabalhar habilidades como observar, identificar, descrever, classificar, seriar, ordenar, selecionar, comparar, parear, relacionar e muitas outras!

Mas… figurinhas de futebol?

Que tal usar a mesma ideia, o mesmo procedimento, a mesma estratégia, e trabalhar com figurinhas cujo conteúdo tenha alguma relação com os currículos de Ciências da Natureza?

Sou biólogo e professor de Ciências da Natureza. Costumo fotografar elementos da natureza (vivos e não vivos), fenômenos naturais, ambientes preservados e toda cena que eu considere interessante para ser trabalhada em sala de aula!

As imagens têm o poder de despertar o interesse das crianças, cativar sua atenção, fazer sua “cabeça pensar e ficar cheia de perguntas”. Quando apresento uma nova foto em aula, os alunos logo ficam agitados e perguntam: – Wow, prof! O que é isso?

A partir desse momento o caminho da aula está pavimentado! Eles perguntam! Eles querem saber! Tenho apenas que orientar as perguntas e respostas de um lado para outro! Tenho um mural de fotos na parede, que são trocadas regularmente, que é usado o tempo todo como material de apoio nas mais variadas aulas! Sempre há alguma imagem que desperta o interesse das crianças e gera perguntas que mobilizam todo o grupo em discussões, argumentações, bastante ricas!

Conceitos como “forma e função de estruturas nos seres vivos“, “relações alimentares (predação)“, “comunidades de seres vivos (habitantes) em diferentes ambientes“, “animais e vegetais que fazem parte de nosso cotidiano“… e muitos outros temas contribuem para enriquecer o ambiente de aprendizagem e torná-lo mais interessante e desafiador para os alunos.

Tenho MUITAS fotos interessantes, e também pequenos vídeos e videoaulas, que utilizo regularmente em minhas aulas de Ciências da Natureza. É um material fantástico que certamente contribui para cativar os alunos e envolvê-los nas aulas.

Penso que tal material pode contribuir para enriquecer o trabalho de meus colegas professores de Ciências da Natureza, na Educação Infantil, no Fundamental I e II e até mesmo Ensino Médio.

Decidi compartilhar gratuitamente, de forma organizada e orientada, esse material. Não vou ceder as fotos originais, apenas o material produzido com elas. Vou compartilhar para uso não comercial! A condição é que meu nome (marca d’água) seja mantido nas imagens. 

O primeiro material será um conjunto de CARDS (Figurinhas de Ciências da Natureza). Eles estão disponíveis para download gratuito aqui em meu Blog pessoal. Já produzi alguns. Pretendo publicar diariamente um novo card! Serão MUITOS!

Clique sobre as imagens para vê-las em tamanho maior. Imprima-as e monte um mural com elas! Ou faça um jogo de cartas! Em cada uma eu coloco algumas informações básicas que orientam um primeiro olhar para o elemento representado. Faça perguntas sobre elas! Estimule seus alunos a fazerem perguntas! Estimule-os a argumentar a respeito do conteúdo dos cards!

Use-as para conquistar seus alunos e despertar em cada um deles o desejo de investigar e saber mais! Oriente-os em projetos de investigação sobre os elementos de cada imagem!

Leve o mundo para dentro de sua sala por meio das fotos! Faça de seu mural uma grande janela para o mundo!

Tenho muitas fotos! Vou alimentar esta galeria regularmente com material que pode ajudá-lo a enriquecer seus cursos, aulas e fichas. Peço apenas que mantenha nas imagens a marca d’água que me identifica como autor e o endereço do blog.

Caso você tenha interesse em alguma imagem ainda não publicada, entre em contato. Talvez eu a tenha pronta!

Vamos despertar em nossos alunos o interesse pelo mundo em que vivem!

Sugiro a leitura de outros artigos relacionados ao desenvolvimento do olhar investigativo, à leitura de imagens e ao pensamento questionador/crítico/investigativo.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

o professor nas videoaulas

O professor deve, ou não, aparecer nas videoaulas?

O professor nas videoaulas

Reflexão muito interessante sobre o professor aparecer ou não nas videoaulas que grava.

Oi Ana Maria (Nome fictício).

Pergunta muito interessante. Vou responder baseado em minha experiência como professor de sala de aula e internet.

Perguntei a meus alunos em sala de aula o que eles pensam sobre os vários tipos de videoaula. Meu objetivo era descobrir o modelo mais eficiente para eles. Tenho 180 alunos e todos participaram dessa enquete.

Eles responderam que preferem as videoaulas em que eu NÃO apareço, pois assim podem se concentrar na mensagem transmitida pela imagem projetada enquanto ouvem a explicação!

Quando apareço em tela cheia (Talking head) deixa de existir o estímulo visual (imagem do conteúdo). Isso diminui a eficiência do momento como transmissor de mensagem. Penso que um desenho, um gráfico ou fotografia podem contribuir MUITO para a compreensão de um dado conteúdo.

Quando apareço no canto da tela, com a imagem de conteúdo em tela cheia e o talking head pequeno, eles disseram que minha imagem os distrai e diminui sua atenção para aquilo que realmente importa: o conteúdo da videoaula.

Com base nas respostas deles, usuários finais das videoaulas, penso ser melhor utilizar o talking head apenas em momentos nos quais o conteúdo da videoaula é “menos importante”, ou mais informal. Ou seja, talking head deve ser usado apenas em momentos de apresentação do instrutor!

Tenho retomado essa pergunta com eles frequentemente e a resposta é sempre a mesma.

Sendo assim, penso que o talking head é importante nos momentos iniciais do curso, para que o aluno “conheça o professor” e crie certa proximidade. Porém, nas videoaulas “de conteúdo” propriamente dito penso que o talking head deve ser usado o mínimo possível.

Não podemos perder a oportunidade de aliar o estímulo visual (desenhos, fotos e infográficos) ao estímulo auditivo (nossa fala) usando-os simultaneamente em nossas videoaulas!

Espero ter contribuído para sua compreensão!

Abraços.

Carlos Eduardo.

Como criar videoaulas

Essa questão foi feita por um aluno do curso “Como criar videoaulas e editar vídeos”. Visite https://www.udemy.com/como-criar-videoaulas-e-editar-videos/

Metodologias ativas

Metodologias ativas – O que são?

Metodologias ativas

Talvez essa seja uma das expressões mais usadas em textos sobre educação nos últimos tempos. Muitos falam disso! Mas o que são as tais metodologias ativas?

Vamos tentar buscar em nossas próprias memórias a resposta a essa pergunta.

Tente se lembrar de sua vida de estudante! Vá longe, até a escola primária, e volte aos poucos até o presente. Busque memórias das aulas dos primeiros anos de escola e chegue até a graduação e pós-graduação. Tente se lembrar das aulas que mais o(a) motivaram, em que o tempo passou rápido e você não queria que tivessem acabado. Busque também identificar aquelas que deram sono, em que o tempo não passava.

O que as diferencia? O que as caracteriza?

É muito provável que as aulas chatas fossem aquelas em que o professor falava sem parar e você apenas ouvia, imóvel em sua carteira, com a obrigação de anotar tudo. Talvez o assunto fosse chato. Talvez o assunto fosse atraente, mas não desse jeito.

Por outro lado, as aulas interessantes provavelmente foram aquelas em que o professor de alguma maneira o(a) convidava a “pensar e agir”. Ao invés de apenas “ouvir aulas longas e intermináveis”, copiando a matéria da lousa, agora você era atuante e precisava realizar tarefas em que percebia significado e razão de ser. Mesmo sentados na tradicional disposição de uma sala de aula, algumas delas eram capazes de fazê-lo(a) refletir, entrar em conflito com as próprias ideias, buscar estratégias para enfrentar desafios, relacionar o tema de estudo com a própria vida… Ter vontade de seguir as instruções!

Isso é assim até hoje! Ainda existem aulas chatas, e também existem aulas dinâmicas e motivadoras.

Novidades?

Todos temos lembranças agradáveis de professores que tornavam suas aulas inesquecíveis! Eram momentos efêmeros, ainda que durassem toda uma manhã.

Provavelmente eram educadores que já aplicavam em suas aulas estratégias em que a aprendizagem era resultado do fazer do aluno. Talvez não tivessem consciência do quanto suas escolhas metodológicas faziam diferença na motivação das crianças. Ou, ao pensar em seu fazer de professor, se colocavam no papel do aluno e buscavam avidamente planejar atividades que tornassem as aulas momentos desejados e aguardados com ansiedade.

Tenho certeza de que todos tivemos professores assim!

O que mudou? Será que ocorreram grandes mudanças?

Atualmente os professores podem utilizar maior quantidade e diversidade de recursos antes inexistentes. Com os avanços da tecnologia, o professor tem uma verdadeira caixa de ferramentas à sua disposição! Porém, precisa saber o que fazer com elas.

Também temos maior consciência e conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro, desde os mecanismos de captação de estímulos até os processos de formação de memórias.

Novas ferramentas e conhecimentos devem servir ao professor como subsídio para suas escolhas e ações.

Princípios e estratégias comuns nas metodologias ativas

Atualmente há muitos pesquisadores que investigam a educação, como se dá a aprendizagem, a relação entre as diversas estratégias e seus resultados… e muito mais. A pesquisa acadêmica olha com cuidado para cada detalhe da sala de aula e busca compreender as minúcias da interação aluno-professor e como isso afeta a aprendizagem.

O resultado de tais pesquisas é que hoje podemos identificar diferentes estratégias/abordagens educacionais que, se adequadamente aplicadas, podem contribuir para motivar estudantes e engajálos no processo de aprendizagem. Em comum, todas elas colocam o aluno como protagonista ao longo do processo.

É lógico que ainda existem aulas expositivas e seria leviandade torná-las vilãs. Na verdade elas são essenciais em diversos momentos. Porém, ao pensar em sequências didáticas e cursos como um todo, aulas expositivas e aulas mais dinâmicas e ativas são colocadas lado a lado como componentes importantes no percurso planejado.

Metodologias ativas

E o professor?

O professor não pode ignorar que seus alunos chegam à sala de aula cada vez com maior quantidade de conhecimentos conceituais adquiridos “por conta própria”, em canais de documentários, no youtube ou outras fontes. Assim, atuar como fonte de informações (conhecimento) não é um papel capaz de garantir o engajamento em suas aulas.

É preciso mudar de posição, “saindo do palco e caminhando em meio à plateia.”

O papel do professor deve ser muito mais de mediador no processo de aprendizagem, acompanhando seus alunos e orientando-os em seu percurso.

O professor deve ser um estrategista que analisa o cenário a todo instante, avaliando suas estratégias e reorientando suas ações de modo a garantir o máximo envolvimento e aproveitamento dos alunos.

Para isso ele deve ter sempre “cartas na manga”, na forma de materiais e estratégias adequados a cada novo desafio que surge.

Nesse contexto a formação continuada é essencial!

Metodologias ativas

Definição

Metodologias ativas são estratégias educacionais que colocam o aluno como protagonista em seu percurso de aprendizagem. O professor deixa de ser apenas um transmissor de informações para ser um mediador no processo em que o aluno desenvolve novas habilidades, competências e os conteúdos conceituais tradicionais.

Alguns ganhos com as metodologias ativas

Não tenho dúvidas de que colocar o aluno para trabalhar, de forma planejada e orientada, contribui para o desenvolvimento de diversas habilidades e competências que em aulas expositivas não são exigidas.

As metodologias ativas certamente contribuem para tornar o estudante melhor preparado para a vida real, pois situações corriqueiras na vida profissional são enfrentadas ao longo de sua vida escolar. Ferramentas e técnicas essenciais nas mais diversas áreas farão parte de sua bagagem pessoal.

O protagonismo o torna mais confiante em seu próprio potencial e aumenta o grau de satisfação com as aulas, professor e escola.

Finalizando

Recomendo que você leia também os artigos sobre Flipped Classroom, Ensino Híbrido e Sequência Didática, nos quais são apresentados alguns exemplos dos princípios aqui mencionados.

Pense a respeito.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

DICAS DE LIVROS SOBRE METODOLOGIAS ATIVAS

“O que eu ouço, eu esqueço; o que eu vejo, eu lembro; o que eu faço, eu compreendo”

Confúcio.

O que é Ensino Hibrido

Ensino Híbrido – O que é?

Ensino Híbrido

Ao longo dos últimos meses tem se falado muito de Ensino Híbrido. O que é isso?

Buscando nos dicionários o significado de “híbrido”, é possível encontrar definições próximas de:

  • Originário da mistura de diferentes…
  • Resultado do cruzamento de diferentes…
  • Aquele que apresenta características de diferentes…

Por outro lado, ao buscar o significado de “ensino”, encontramos algo como:

  • Forma sistemática de transmissão de conhecimentos.
  • Ação e efeito de ensinar.
  • Conjunto de estratégias e ações realizadas com o objetivo de ensinar.

O que podemos inferir é que o Ensino Híbrido apresenta características de diferentes estratégias, ou modelos, de ensino:

  1. A tradicional, presencial, que ocorre tipicamente em sala de aula;
  2. A online, virtual, que ocorre mediada por recursos tecnológicos diversos de modo que professor e aluno podem estar em locais, e/ou momentos, diferentes durante o processo de ensino/aprendizagem.

Ensino Hibrido 01É possível afirmar que o Ensino Híbrido busca o que há de melhor, ou mais adequado para um certo contexto educativo, das duas estratégias.

Uma vez que temos dois extremos, híbrido é aquilo que está entre eles. Sendo assim, há uma gradação possível de estratégias na qual em certo momento estamos mais próximos do ensino presencial e em outros momentos estamos mais próximos do ensino totalmente virtual (Exemplo: Cursos na Udemy). A estratégia, ou modelo de aula, escolhida pode variar de acordo com o material disponível, com os espaços de trabalho disponíveis ou com as características do grupo de alunos.

Segundo pesquisadores americanos, o importante para se caracterizar como ensino híbrido é que ocorram momentos de trabalho presencial, na escola, e momentos de trabalho virtual mediado por algum elemento de controle do processo do aluno (Sistema de Gestão de Aprendizagem – LMS).

Porém, ao estudar a viabilidade de aplicação  da metodologia em nossas escolas, pesquisadores brasileiros perceberam que nosso contexto pode apresentar dificuldade de acesso à web e recursos mais sofisticados. Esse fator não poderia ser obstáculo à inovação e busca por melhorias na educação. Assim, focaram na busca por estratégias e uso de recursos de forma inovadora, mesmo que sem acesso ao virtual. (Ver Lilian Bacich em http://info.geekie.com.br/ensino-hibrido-tecnologia/ ).

Ensino Híbrido 02Características do Ensino Híbrido

A diversidade de situações possíveis torna o curso mais dinâmico, interessante, envolvente e participativo. Há momentos individuais e em grupo. Há momentos presenciais e online. Ocorrem rotações entre as atividades, na mesma sala ou entre diferentes espaços. Em certos momentos os alunos escolhem suas atividades. Estuda-se mais em casa e trabalha-se mais em classe. Há mais momentos de ação, de argumentação, de produção!

O estudante deve ser o protagonista no processo e aprender dinamicamente, enfrentando desafios, refletindo sobre estratégias de atuação possíveis, interagindo com seus pares, coletando e analisando dados, interpretando, argumentando, produzindo e compartilhando conteúdos em formatos variados, aprendendo conceitos e desenvolvendo habilidades e competências!

Importância do LMS

Como professor do Ensino Fundamental II, mais precisamente do 6º ano, utilizo diversas estratégias e ferramentas com o objetivo de potencializar a participação do aluno e seu envolvimento no processo de ensino aprendizagem. Em cada momento do curso trabalhamos com recursos que nos permitem realizar tarefas de forma mais eficiente e com melhor qualidade. A tecnologia é uma ferramenta de trabalho e não um fim.

Tal processo é mediado com o auxílio de um LMS (Learning Management System ou Sistema de Gestão de Aprendizagem) que organiza o percurso de aprendizagem. Atualmente utilizo o Canvas LMS, um fantástico ambiente virtual de aprendizagem que possibilita ao professor:

  • Publicar os documentos essenciais de seu curso;
  • Publicar materiais didáticos multimídia – videoaulas, textos de apoio, links externos;
  • Publicar instruções detalhadas para atividades, de forma estruturada e amigável;
  • Realizar avaliações formativas e/ou somativas;
  • Acompanhar o percurso de aprendizagem de cada aluno, identificando mais facilmente seus passos, suas dificuldades e realizações;
  • Interagir com os alunos para solucionar eventuais dúvidas;
  • Oferecer aos alunos diferentes materiais, atividades e caminhos de aprendizagem possíveis de acordo com seu progresso, suas dificuldades ou perfis de aprendizagem;
  • Planejar e organizar seu curso, suas aulas, suas atividades utilizando diversas ferramentas de forma integrada.

Certamente há benefícios para professor e aluno!

A escola no bolso de todos nós

O smartphone que todos carregam no bolso é uma caixa de ferramentas, um verdadeiro canivete suíço, capaz de realizar muitas tarefas, das mais simples às mais complexas. É possível produzir, editar e compartilhar conteúdo com o mundo em questão de minutos!

Não há mais as barreiras espaciais e temporais de uma aula. O aluno pode acessar o material de seu curso a partir de qualquer local com internet disponível. Ele pode fazer isso em qualquer hora do dia!  A sala de aula está dentro do smartphone. O mundo está dentro do smartphone!

O smartphone é o instrumento mais versátil para os usuários do Ensino Híbrido!

Importância do Ensino Híbrido

As aprendizagens resultantes (Ideias, habilidades e competências) de um curso que utiliza tal conjunto de recursos tecnológicos tornam-se realmente aplicáveis na vida real, principalmente no momento em que a evolução científica/tecnológica transforma nosso cotidiano cada vez mais intensamente e rapidamente.

O mundo mudou. O mundo está mudando. O mundo continuará mudando!

Neste contexto o Ensino Híbrido torna-se essencial, pois habilidades e competências ligadas ao uso de recursos tecnológicos como ferramenta de produtividade pessoal não são mais um luxo ou modismo. São pré-requisitos para todas as carreiras!

O Professor Híbrido

E o professor? Ele é um personagem essencial no planejamento, organização e realização de situações de aprendizagem adequadas ao novo contexto!

É ele quem escolhe abordagens, estratégias e ferramentas, prepara ou seleciona materiais de apoio, elabora sequências didáticas e atividades, conduz o processo presencial e/ou virtualmente, avalia o percurso e a aprendizagem do aluno.

Ele precisa ter tempo e condições para dar conta de todas as tarefas que suportam um curso híbrido!

O professor precisa estudar e se aprimorar continuamente, buscando conhecer novas ferramentas (hardware e software) e estratégias didáticas. Esta é uma tarefa árdua, pois o cotidiano do educador é naturalmente intenso.

Pessoalmente, uma vez que nem sempre cursos presenciais ocorrem em momentos favoráveis do calendário, busco ler muito e fazer cursos online. Também procuro acompanhar blogs e grupos de discussão relacionados ao tema.

Finalizando

Recomendo que você leia também o artigo sobre Flipped Classroom. Nele é apresentada uma sequência didática bastante simples, mas que leva em consideração algumas das ideias aqui apresentadas.

Outro artigo recomendado é “O que é Sequência Didática“, no qual são apresentados os princípios da elaboração de sequências didáticas e atividades como aquelas mencionadas aqui.

Por fim, caso você deseje aprender os princípios da produção de videoaulas e edição de vídeos com finalidades didáticas, sugiro que se inscreva no curso “Como criar videoaulas e editar vídeos” elaborado por mim na plataforma de cursos Udemy. Ele é um exemplo de curso totalmente virtual, praticamente sem interação com o instrutor.  O aluno segue seu próprio caminho, com videoaulas e instruções detalhadas, além de exercícios de aplicação do aprendizado criando suas videoaulas.

Pense a respeito.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

DICAS DE LIVROS SOBRE ENSINO HÍBRIDO

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Agenda 2030 – Em busca de um futuro sustentável

O que é a Agenda 2030?

A Agenda 2030 é um plano de ação para a humanidade, um conjunto de metas a serem atingidas até 2030, com o objetivo de viabilizar a existência harmoniosa da humanidade no Planeta Terra.

Embora todos os seres humanos tenham como objetivo uma melhor qualidade de vida, a busca por essa situação tem levado a situações em que poucos a alcançam e a grande maioria sofre deficiências em muitos aspectos de sua vida.

Nos últimos séculos nossas ações têm causado grandes impactos ambientais, seja pelo consumo desenfreado de recursos naturais, seja pelo despejo contínuo de poluentes diversos, seja pelo desmatamento sem controle, seja pelas guerras e outras disputas por poder, seja pela desigualdade social e tantos outros desafios a serem enfrentados.

Mesmo aquele mais preocupado com o equilíbrio planetário ainda tem sua pegada ecológica, pois todos necessitamos de espaço, água, alimentos e diversos outros recursos extraídos do planeta.

As metas propostas sugerem reflexão e mudança de hábitos para minimizar a desigualdade, oferecer dignidade a todos, harmonizar as relações entre todos os seres humanos e recuperar o equilíbrio ecológico no planeta.

Como surgiu a Agenda 2030?

Ela foi concretizada em setembro de 2015, na Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, durante a 70a sessão da Assembléia Geral da ONU, como consequência de debates que se iniciaram na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio + 20, em 2012.

A Agenda apresenta 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que abrangem as dimensões social, ambiental e econômica de forma integrada e indivisível ao longo de todas as suas 169 metas.

O prazo acordado entre todos os países para o cumprimento dessas metas é o ano de 2030, quinze anos após a assinatura do acordo.

Qual é a importância da Agenda 2030?

O cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) é considerado essencial para a manutenção da qualidade de vida no planeta ao longo do século XXI.

À medida que a humanidade aumenta de tamanho aumenta também a demanda por espaço e recursos naturais, aumentando o potencial de conflitos e impactos ambientais ainda maiores.

É preciso refletir sobre o caminho percorrido até o momento e, na encruzilhada atual, tomar as decisões e realizar as ações que possibilitem o reequilíbrio planetário.

ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030

Cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) busca cuidar de um aspecto a ser tratado.

Clique no link AGENDA 2030 para ler a íntegra do documento e a descrição de cada objetivo.

Saiba mais

Agenda 2030 – http://www.agenda2030.com.br/aagenda2030.php

ODS – https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/

PNUD – http://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/post-2015.html

Aprendendo e ensinando Ciências da Natureza

Aprendi Ciências desde criança, quando meus pais, tios e avós me incentivavam a brincar na enxurrada barrenta que se formava nas fortes chuvas, ou ainda quando passávamos a noite observando estrelas no céu de Amparo, ainda pouco ofuscado pelas luzes artificiais da cidade na época.

Também aprendi muito nas pescarias de infância, desde o momento em escavava o solo em busca de minhocas até as horas passadas na beira do lago observando um martim-pescador em busca de comida, galinhas d’água, insetos aquáticos, cobras d’água e os peixes que mordiam a isca. Aprendi sobre o vento ao fazer pipas com papel de seda e bambu e empiná-las no local em que os ventos batiam no morro e subiam verticalmente até muito alto.

Tudo era motivo para fazer perguntas aos mais velhos e buscar as respostas onde fosse possível! Desde cedo aprendi a ler enciclopédias e devorar muito mais que apenas as respostas às dúvidas iniciais.

Aprendi vivenciando cada momento de minha vida e perguntando: O que é isso? O que está acontecendo? Como se formou? O que acontecerá agora?

Comecei a ensinar Ciências respondendo às perguntas de irmãos, primos e amigos.

Formalmente, meus primeiros passos como professor foram atuando como monitor de viagens de Estudo do Meio, orientando estudantes em suas explorações na Ilha do Cardoso ainda na década de 1980. Lembro-me de cada passo naquelas praias e trilhas desertas acompanhado de crianças maravilhadas com os botos, com o inexplorado, com a aventura de explorar a natureza.

A professora Nícia Wendel de Magalhães, então diretora da ECO Associação para Estudos do Ambiente, começava a organizar esse tipo de viagens e eu, ainda aluno no curso de Ciências Biológicas no IBUSP, me candidatei para ser monitor em estudos do meio. Tínhamos o objetivo claro de sensibilizar as crianças para a importância da preservação.

Ao longo do tempo essa estratégia evoluiu bastante e hoje em dia, em viagens de estudo do meio, os estudantes são colocados em situações de trabalho muito semelhantes àquelas que verdadeiros cientistas vivenciam.

De qualquer maneira, minha formação foi grandemente influenciada por essas viagens! Sou grato à Nícia pelo incentivo!

Muitos organismos que conheci na faculdade imersos em formol (Velelas, Caravelas e Renilas por exemplo) estavam agora diante de mim vivos e pulsantes! A mata atlântica exuberante, as praias pouco pisadas pelo ser humano, noites ainda escuras pela ausência de luz elétrica…. Minha formação naturalista se completava a cada viagem!

Organismos que ainda não tinha visto, fenômenos também desconhecidos… Perguntas inesperadas! Eu era aprendiz junto com “meus alunos”. A volta para São Paulo e para a universidade era a oportunidade de perguntar aos meus professores, aos colegas mais experientes e aos livros (ainda não havia internet), o que significava aquele comportamento em tal animal, aquela estrutura estranha na planta, aquela luz piscante na água durante a noite.

Cada viagem era momento de novas aventuras, novas descobertas, novas aprendizagens!

Algum tempo depois, junto com amigos da faculdade, montei a própria empresa de viagens especializada em estudos do meio. Éramos um grupo de jovens biólogos com muita vontade de viajar pelo país e conhecer áreas ainda pouco exploradas. Organizar viagens de estudo do meio e, mais tarde, ecoturismo, era uma maneira de vivermos nosso sonho e o compartilharmos com outras pessoas.

Assim se passaram mais dez anos viajando, explorando, se divertindo muito, conhecendo novos locais pouco explorados na época, conhecendo culturas e pessoas… aprendendo!

Alguns estudantes que viajavam com a escola se encantavam e queriam mais. Nas férias, ao invés de acampamentos ou viagens tradicionais, eles nos procuravam em busca de novas aventuras em contato com a natureza. Queriam aventura, diversão, exploração… conhecer e compreender a natureza! Os estudos do meio deram origem às viagens de ecoturismo com adolescentes!

Pantanal mato-grossense, Parque Natural do Colégio do Caraça, Parque Nacional das Emas, Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, Cavernas do Petar… O Brasil todo era uma grande sala de aula! Em uma época na qual esse tipo de viagem ainda era pouco frequente viajei muito!

A aventura era importante? Sim. Mas muito mais que isso era o aprendizado sobre como “funciona a natureza em cada lugar”.

Qual é a vegetação típica? Quais são os animais que vivem aqui? Onde vivem? De que se alimentam? Que outros elementos formam sua teia alimentar? O que enxergamos no céu noturno? O que é aquela bruma que sai do rio ao amanhecer?

Cada segundo da viagem era um momento de aprendizagem sobre nosso planeta.

Essa foi uma época de grande aprendizado em minha vida! Aprendi História Natural em campo, vivenciando os mais diversos fenômenos naturais na companhia de guias locais, monitores e guias de ecoturismo com formação variada (biólogos, geólogos, geógrafos, historiadores… curiosos). Cada noite era uma roda de conversa discutindo o que havia acontecido durante o dia!

Algum tempo depois, quando ingressei na sala de aula, trouxe comigo esse conhecimento e vivência. Aprender era muito mais significativo quando partia da busca por respostas a dúvidas reais e pessoais!

Dar aulas de Ciências da Natureza tornou-se uma maneira de explorar, investigar e compartilhar ainda mais meu próprio sonho! Agora tinha diante de mim dezenas de alunos e um currículo cujo conteúdo era exatamente o que eu buscava nas viagens.

Quando, muitas vezes, me perguntavam o que mais gostava em ser biólogo / naturalista / professor de Ciências a resposta era fácil: “- Gosto de conhecer e compreender o que ocorre ao meu redor quando estou em qualquer lugar”.

Um curso de Ciências da Natureza deve ser um verdadeiro manual de instruções do mundo!

Ele precisa contribuir para que o aluno “compreenda o mundo, explique-o, preveja acontecimentos naturais (quando possível) e, se necessário, saiba como intervir de forma responsável e inteligente”.

O pensamento científico é uma forma organizada de pensar que permite identificar ou elaborar perguntas a serem investigadas, planejar e conduzir investigações, obter dados, tratá-los, elaborar conclusões, argumentar baseado em evidências… tomar decisões adequadas baseado nas conclusões.

Como fazer tudo isso?

Penso que acima de tudo está o despertar do interesse da criança pelo mundo em que vive, pelos elementos vivos e não vivos que constituem o planeta, pelos fenômenos naturais que ocorrem a todo instante, pelos enigmas do Universo, pelas perguntas ainda não respondidas, pelas coisas mais simples que estão diante de nossos olhos.

É preciso colocá-la em contato com tudo isso! É preciso mostrar a elas o que existe ao seu redor e é muitas vezes ignorado!

Tudo começa com um treinamento dos sentidos para identificar os elementos que formam o ambiente em que estamos. Muito mais que usar apenas a visão, é preciso sentir cada estímulo que ambiente nos traz usando todos os sentidos e interpretá-lo.

É preciso contemplar atentamente o mundo! A contemplação certamente leva ao surgimento de perguntas que pedirão respostas.

A partir do momento do despertar do interesse vem a capacitação para investigar e buscar a resposta. Diferentes habilidades precisam ser desenvolvidas, treinadas, aperfeiçoadas para que a criança possa ir em busca de suas respostas com maior chance de chegar a elas: Observar, identificar, descrever, comparar, explicar, justificar, relacionar e outras. Todas elas são habilidades importantes que desempenham papel fundamental na investigação e compreensão dos fenômenos naturais.

Seja em campo, observando sem interferir, seja em laboratório, testando e manipulando variáveis em condições controladas, a observação atenta, precisa e meticulosa é essencial no ato científico em busca de respostas. Ela permite ao investigador identificar elementos que poderão levar à resposta desejada.

A prática constante dessa estrutura de pensamento leva ao desenvolvimento do olhar científico como algo cotidiano e capaz de facilitar a compreensão do mundo. Podemos não saber as respostas de imediato, mas conseguimos elaborar uma estratégia que facilita a busca pela resposta.

Como consequência o mundo se torna cada vez mais interessante. A floresta deixa de ser apenas um “amontoado de árvores”. A chuva forte no verão é uma etapa do ciclo da água na natureza. As estrelas cadentes que riscam o céu noturno são meteoritos entrando na atmosfera e sendo destruídos pelo atrito com a atmosfera. O gavião devorando um peixe é uma relação alimentar na complexa trama que chamamos de teia alimentar.

Tornamo-nos cada vez mais conscientes de nosso papel no Universo! Tornamo-nos conscientes da necessidade de preservar o equilíbrio ecológico no planeta!

Esse estado de consciência para o qual o ensino/aprendizado das Ciências da Natureza pode colaborar começa com a percepção do mundo! É preciso colocar as crianças em contato real com o objeto de estudo, estimulando-as a olhar ao redor, identificar os elementos que as rodeiam, os fenômenos que ocorrem a todo instante, relações de causa e consequência… perguntas que desejem responder!

Acredito nisso!

Como professor, espero contribuir para a formação de novas gerações capazes de lidar com os desafios inerentes ao crescimento da humanidade e promover um mundo mais equilibrado e sustentável.

Forte abraço.

Carlos Eduardo Godoy.