Comprei um Kindle

Comprei um Kindle

Comprei um Kindle!

Não leio muitos livros de ficção. Talvez seja algo que preciso mudar em minha vida. 

Mesmo assim, leio muito! Leio diariamente!

Sou biólogo, professor de Ciências da Natureza, fotógrafo, ecoturista… Gosto de viajar e fotografar! 

Adoro aprender coisas novas! Porém, a vida atarefada de professor não deixa muito tempo para fazer cursos longos.

Eu até gostaria. Tentei iniciar alguns, mas logo começa a faltar tempo e preciso me concentrar nas tarefas de professor.

Assim, resta a opção de estudar por conta própria. Eu gosto muito disso! Considero um desafio.

Toda vez que preciso desenvolver alguma habilidade, ou aprofundar conhecimentos, logo vou para o site da Amazon e busco livros a respeito do tema.

Embora eu também busque informações no Youtube, ainda prefiro livros!

Por um longo tempo tive “um pé atrás” em relação ao Kindle, afinal de contas, folhear um livro novo e “sentir o cheiro de papel e tinta” é algo especial.

E assim foi se formando meu pequeno acervo. Guardo ainda alguns livros da graduação em Ciências Biológicas. São lembranças de um período da vida bastante importante. Manuseá-los é como viajar no tempo e voltar às reuniões de estudo em grupo e às viagens naturalistas.

Tenho também livros da época da pós-graduação (à espera de uma chance para ser finalizada).

Há aqueles que foram sendo adquiridos quando desejei, ou precisei, aprofundar os conhecimentos sobre teorias e estratégias de ensino-aprendizagem, metodologias ativas, teóricos da educação, neurociência, tecnologia educacional, ensino de Ciências da Natureza… e uma série de outros temas relacionados à minha carreira de professor. São muitos livros! Mais de uma estante para esse tópico.

Houve um momento em que decidi aprender a fotografar. Comprei a câmera. Saí às ruas e comecei a clicar. Logo percebi que faltava algo. A vontade é importante, mas o conhecimento técnico é essencial. Iniciou-se então outra estante! Técnica fotográfica, edição de fotografias digitais, estilos, equipamentos e também livros de mesa com fotos que eu sonho um dia fazer igual.

Outros temas permeiam as outras estantes. Algumas estantes. 

Mas chega o momento em que o espaço começa a faltar. Dois corpos não podem ocupar o mesmo local ao mesmo tempo.  

Livros sobre a mesa na sala, sobre a mesinha do quarto, na mesinha ao lado do sofá… Não há mais espaço!

Comprei um Kindle!

O que é um Kindle?

O Kindle é um leitor eletrônico de livros! Não permite outra coisa a não ser ler os livros armazenados! Isso é muito bom, pois evita distrações! Nada de e-mails, nada de redes sociais. Ele foi foi feito para ler e-books comprados na Livraria Amazon.

Menor e mais prático que um livro de papel, é fácil manuseá-lo em qualquer situação e posição. Mesmo em condições de pouca luminosidade é possível ler. 

Ele também permite destacar trechos do livro e até mesmo enviá-los por e-mail. Isso é fantástico, pois não gosto de rabiscar os livros de papel.

Outro aspecto muito interessante é que ele tem seu próprio dicionário! Tenho lido muitos livros em inglês, com o objetivo de melhorar minha compreensão e vocabulário nessa língua. Qualquer dúvida de vocabulário, ou palavra nova, é logo resolvida. 

Costumo ler todas as noites, mesmo que algumas poucas páginas. Algumas vezes inicio a leitura de mais de um livro. Ao mudar para outro, o equipamento indica em que página parei a leitura e fica fácil retomá-la.

E ainda é possível regular a intensidade da luz de fundo e o tamanho das letras! Wow!

Acabei me apaixonando por ele! 

Como funciona um Kindle

Ao comprar o e-book no site da Amazon, ele é “descarregado” no aparelho por meio da internet. Uma vez feito isso, não há mais a necessidade de conexão. Você pode carregá-lo com você por onde quiser, mesmo que o local não tenha wi-fi.

Tenho centenas de livros no Kindle. Isso mesmo!

E-books são geralmente bem mais baratos que o livro de papel. Por um lado isso é vantagem, por outro lado o impulso de comprar surge facilmente. Ao acabar de ler um livro já aparecem sugestões que podem ser compradas apenas com um clique no botão. Em minutos o novo livro está disponível para a leitura!

Fácil de usar. Bateria durável. Faz mágica de verdade ao carregar tantos livros em tão pouco espaço. 

Vale a pena comprar um kindle?

Tenho certeza de que meu Kindle vale cada centavo pago. 

Não me desfaço dos livros em papel. De vez em quando ainda compro alguns. Porém, o Kindle mudou bastante minha relação com a leitura, com os livros e livrarias. Onde quer que eu esteja, tenho centenas de livros comigo. A qualquer momento posso comprar um livro e iniciar sua leitura em minutos. Livrarias se tornaram um local ainda mais interessante.

Pontos fracos

Livros muito coloridos, cheios de imagens, não são adequados para leitura no aparelho Kindle. Ele foi planejado para livros com poucas imagens, como a grande maioria dos livros para adultos. Livros para crianças, livros didáticos com muitas imagens e outros semelhantes podem ser lidos com o aplicativo Kindle (pode ser instalado em qualquer smartphone).

Onde comprar um Kindle

Hoje é possível encontrar Kindles em diversas lojas físicas como a Kalunga e lojas de departamentos, porém comprei o meu diretamente no site da Amazon.

Caso você queira mais detalhes sobre o aparelho clique no link a seguir para visitar a página do Kindle no site da Amazon.

Concluindo

Penso que o Kindle revigorou minha inclinação para a leitura! 

A vida moderna, corrida, cheia de tarefas, com metrôs e ônibus lotados, torna difícil carregar livros de papel, muitas vezes maiores e mais pesados que o aparelho.

Com ele consigo levar comigo toda uma biblioteca dentro da mochila!

Valeu a pena!

Importante

Ao clicar nos links de livros, ou do aparelho Kindle, vendidos na Amazon mencionados nesta página, caso você efetue a compra do livro, eu ganharei uma pequena comissão que ajuda a pagar os custos de manutenção do Blog. Para isso, VOCÊ NÃO PAGA NADA A MAIS! São links de produtos que eu realmente comprei e usei, com opiniões sinceras e possivelmente úteis ao leitor. Agradeço por sua ajuda!  

Como observar a germinação de sementes I

Caro professor.

O tutorial a seguir explica de maneira simples e visual como montar uma atividade para observar a germinação de sementes de feijão.

É possível visualizar as etapas iniciais do desenvolvimento da jovem planta, desde o surgimento das primeiras raízes até o surgimento das primeiras folhas.

Experimente!

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy.

Como germinar FEIJÃO

Entrevista Revista Nova Escola 2002 Carlos Eduardo Godoy

Ser professor – Entrevista para a Revista Nova Escola em 2002

Carlos Eduardo Godoy

O que é “Ser professor”?

Hoje, ao arrumar papeis acumulados ao longo do tempo, encontrei uma Revista Nova Escola de 2002. Uma edição do mês de outubro com depoimentos de professores sobre o que é “Ser professor!”

Passaram-se mais de 15 anos, mas ainda me lembro dos detalhes da entrevista, da conversa com a repórter. Senti-me orgulhoso e feliz por ter escolhido tal carreira! Assim como me sinto ainda hoje!

Sou grato aos personagens desse caminho por tudo que aprendi! Sou especialmente grato aos meus alunos e ex-alunos por tudo que ensinaram!

Ser professor é conviver com desafios diários apresentados por crianças ávidas por conhecer e compreender o mundo. Juntos exploramos, investigamos, estudamos os fenômenos que nos cercam e buscamos respostas para perguntas até então não percebidas. Quando o interesse pelo mundo ao redor é despertado, olhos, ouvidos, narizes… mãos tornam-se instrumentos de investigação em busca de dados para tentar explicar as coisas.

Os recursos são outros, mas a essência do “ser professor” continua a mesma! Hoje tenho lousa digital, LMS (Canvas/Instructure), videoaulas, chromebooks, smartphones e diversas outras ferramentas de produtividade para alunos e professores que nos permitem ir muito além da sala de aula.

Em 2002 eu enviava boletins eletrônicos (e-mails) com curiosidades sobre as Ciências da Natureza. Hoje tenho blog, página no Facebook, canal no Youtube, galerias de fotos didáticas no Flickr, Instagram e Pinterest e diversas estratégias para levar as aulas para qualquer lugar e ao mesmo tempo levar o mundo para dentro da sala de aula.

A tecnologia está transformando nossa maneira de viver! A sociedade está mudando, as pessoas estão mudando, as escolas e alunos estão mudando… É preciso acompanhar tais mudanças!

Em meio a tantas e profundas mudanças, a tantos novos desafios que surgem, o professor continua sendo aquele “aprende ao criar situações de aprendizagem para seus alunos e vivenciá-las junto deles”.

Ser professor é aprender diariamente… Tenho orgulho de ser professor!

Sinto-me útil!

 

Teia alimentar - Integrantes

Noções de ecologia – Teia alimentar

Teia alimentar

Todo ser vivo necessita de matéria-prima e energia para completar seu Ciclo de Vida. Elas são essenciais para o funcionamento, crescimento, regeneração e reprodução de células, tecidos, órgãos e organismos.

De onde vêm tais recursos?

Os vegetais (Produtores) absorvem a energia diretamente da luz solar e a matéria prima do ambiente em que vivem (Gás Carbônico da atmosfera, sais minerais e água do solo). Nesse processo são produzidos Glicose (açúcar), que armazena a energia, e Gás Oxigênio. Por essa razão eles são chamados de organismos produtores. Tal fenômeno é chamado de Fotossíntese.

Teia alimentar - Produtores

Os animais (Consumidores) absorvem a energia e a matéria prima ingerindo (consumindo) partes de outros seres vivos. Por essa razão eles são chamados de organismos consumidores. De acordo com a classificação de suas principais fontes de alimento (animais e/ou vegetais) eles podem ser:

  • Consumidores herbívoros – Alimentam-se primordialmente de vegetais. Ex.: Vacas, cavalos, capivaras, antas etc.
  • Consumidores carnívoros – Alimentam-se primordialmente de animais. Ex.: Tubarão, piranha, rãs e sapos, cobras, gaviões, gatos etc.
  • Consumidores onívoros – Alimentam-se de animais e vegetais. Ex.: Seres humanos e outros primatas (macacos), galinhas, porcos etc.

Teia alimentar - Consumidores

Os fungos e bactérias (Decompositores) absorvem a energia e matéria-prima necessários para completar seu ciclo vital decompondo restos de outros seres vivos. Nesse processo, parte da matéria-prima (sais minerais) é liberada no ambiente contribuindo para o enriquecimento e fertilidade do solo. Por essa razão solos de florestas, cobertos de de folhas em decomposição (húmus), são considerados ricos e férteis.

Resumindo

As relações entre seres vivos nas quais ocorre transferência de energia / matéria-prima de um organismo a outro são chamadas de Relações Alimentares. O conjunto de relações alimentares de um ambiente é chamado de Teia Alimentar.

Teia alimentar - Relações alimentares

Luta pela sobrevivência

Observe atentamente o mundo ao seu redor.

Todo ser vivo, do menor ao maior, de qualquer grupo, está sempre prestes a se alimentar ou servir de alimento a outro!

Tal relação presa/predador torna os ambientes uma constante arena de luta, na qual a sobrevivência de um pode depender da morte da outro.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

 

Planta carnívora - Dionea

Álbum de Figurinhas de Ciências da Natureza

Você já parou para pensar no tempo que as crianças investem em brincadeiras com figurinhas?

Tenho consciência de que é possível usá-las de maneira útil e trabalhar habilidades como observar, identificar, descrever, classificar, seriar, ordenar, selecionar, comparar, parear, relacionar e muitas outras!

Mas… figurinhas de futebol?

Que tal usar a mesma ideia, o mesmo procedimento, a mesma estratégia, e trabalhar com figurinhas cujo conteúdo tenha alguma relação com os currículos de Ciências da Natureza?

Sou biólogo e professor de Ciências da Natureza. Costumo fotografar elementos da natureza (vivos e não vivos), fenômenos naturais, ambientes preservados e toda cena que eu considere interessante para ser trabalhada em sala de aula!

As imagens têm o poder de despertar o interesse das crianças, cativar sua atenção, fazer sua “cabeça pensar e ficar cheia de perguntas”. Quando apresento uma nova foto em aula, os alunos logo ficam agitados e perguntam: – Wow, prof! O que é isso?

A partir desse momento o caminho da aula está pavimentado! Eles perguntam! Eles querem saber! Tenho apenas que orientar as perguntas e respostas de um lado para outro! Tenho um mural de fotos na parede, que são trocadas regularmente, que é usado o tempo todo como material de apoio nas mais variadas aulas! Sempre há alguma imagem que desperta o interesse das crianças e gera perguntas que mobilizam todo o grupo em discussões, argumentações, bastante ricas!

Conceitos como “forma e função de estruturas nos seres vivos“, “relações alimentares (predação)“, “comunidades de seres vivos (habitantes) em diferentes ambientes“, “animais e vegetais que fazem parte de nosso cotidiano“… e muitos outros temas contribuem para enriquecer o ambiente de aprendizagem e torná-lo mais interessante e desafiador para os alunos.

Tenho MUITAS fotos interessantes, e também pequenos vídeos e videoaulas, que utilizo regularmente em minhas aulas de Ciências da Natureza. É um material fantástico que certamente contribui para cativar os alunos e envolvê-los nas aulas.

Penso que tal material pode contribuir para enriquecer o trabalho de meus colegas professores de Ciências da Natureza, na Educação Infantil, no Fundamental I e II e até mesmo Ensino Médio.

Decidi compartilhar gratuitamente, de forma organizada e orientada, esse material. Não vou ceder as fotos originais, apenas o material produzido com elas. Vou compartilhar para uso não comercial! A condição é que meu nome (marca d’água) seja mantido nas imagens. 

O primeiro material será um conjunto de CARDS (Figurinhas de Ciências da Natureza). Eles estão disponíveis para download gratuito aqui em meu Blog pessoal. Já produzi alguns. Pretendo publicar regularmente novos recursos! Serão MUITOS!

Clique sobre as imagens para vê-las em tamanho maior. Imprima-as e monte um mural com elas! Ou faça um jogo de cartas! Em cada uma eu coloco algumas informações básicas que orientam um primeiro olhar para o elemento representado. Faça perguntas sobre elas! Estimule seus alunos a fazerem perguntas! Estimule-os a argumentar a respeito do conteúdo dos cards!

Use-as para conquistar seus alunos e despertar em cada um deles o desejo de investigar e saber mais! Oriente-os em projetos de investigação sobre os elementos de cada imagem!

Leve o mundo para dentro de sua sala por meio das fotos! Faça de seu mural uma grande janela para o mundo!

Tenho muitas fotos! Vou alimentar esta galeria regularmente com material que pode ajudá-lo a enriquecer seus cursos, aulas e fichas. Peço apenas que mantenha nas imagens a marca d’água que me identifica como autor e o endereço do blog.

Caso você tenha interesse em alguma imagem ainda não publicada, entre em contato. Talvez eu a tenha pronta!

Vamos despertar em nossos alunos o interesse pelo mundo em que vivem!

Sugiro a leitura de outros artigos relacionados ao desenvolvimento do olhar investigativo, à leitura de imagens e ao pensamento questionador/crítico/investigativo.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

IMPORTANTE – As respostas para os desafios que aparecem em algumas figurinhas abaixo estão gravadas no formato de desafios em vídeo. Para acessar as respostas dos desafios clique no link Clique aqui para abrir a playlist com os desafios

o professor nas videoaulas

O professor deve, ou não, aparecer nas videoaulas?

O professor nas videoaulas

Reflexão muito interessante sobre o professor aparecer ou não nas videoaulas que grava.

Oi Ana Maria (Nome fictício).

Pergunta muito interessante. Vou responder baseado em minha experiência como professor de sala de aula e internet.

Perguntei a meus alunos em sala de aula o que eles pensam sobre os vários tipos de videoaula. Meu objetivo era descobrir o modelo mais eficiente para eles. Tenho 180 alunos e todos participaram dessa enquete.

Eles responderam que preferem as videoaulas em que eu NÃO apareço, pois assim podem se concentrar na mensagem transmitida pela imagem projetada enquanto ouvem a explicação!

Quando apareço em tela cheia (Talking head) deixa de existir o estímulo visual (imagem do conteúdo). Isso diminui a eficiência do momento como transmissor de mensagem. Penso que um desenho, um gráfico ou fotografia podem contribuir MUITO para a compreensão de um dado conteúdo.

Quando apareço no canto da tela, com a imagem de conteúdo em tela cheia e o talking head pequeno, eles disseram que minha imagem os distrai e diminui sua atenção para aquilo que realmente importa: o conteúdo da videoaula.

Com base nas respostas deles, usuários finais das videoaulas, penso ser melhor utilizar o talking head apenas em momentos nos quais o conteúdo da videoaula é “menos importante”, ou mais informal. Ou seja, talking head deve ser usado apenas em momentos de apresentação do instrutor!

Tenho retomado essa pergunta com eles frequentemente e a resposta é sempre a mesma.

Sendo assim, penso que o talking head é importante nos momentos iniciais do curso, para que o aluno “conheça o professor” e crie certa proximidade. Porém, nas videoaulas “de conteúdo” propriamente dito penso que o talking head deve ser usado o mínimo possível.

Não podemos perder a oportunidade de aliar o estímulo visual (desenhos, fotos e infográficos) ao estímulo auditivo (nossa fala) usando-os simultaneamente em nossas videoaulas!

Espero ter contribuído para sua compreensão!

Abraços.

Carlos Eduardo.

Como criar videoaulas

Essa questão foi feita por um aluno do curso “Como criar videoaulas e editar vídeos”. Visite https://www.udemy.com/como-criar-videoaulas-e-editar-videos/

Metodologias ativas

Metodologias ativas – O que são?

Metodologias ativas

Talvez essa seja uma das expressões mais usadas em textos sobre educação nos últimos tempos. Muitos falam disso! Mas o que são as tais metodologias ativas?

Vamos tentar buscar em nossas próprias memórias a resposta a essa pergunta.

Tente se lembrar de sua vida de estudante! Vá longe, até a escola primária, e volte aos poucos até o presente. Busque memórias das aulas dos primeiros anos de escola e chegue até a graduação e pós-graduação. Tente se lembrar das aulas que mais o(a) motivaram, em que o tempo passou rápido e você não queria que tivessem acabado. Busque também identificar aquelas que deram sono, em que o tempo não passava.

O que as diferencia? O que as caracteriza?

É muito provável que as aulas chatas fossem aquelas em que o professor falava sem parar e você apenas ouvia, imóvel em sua carteira, com a obrigação de anotar tudo. Talvez o assunto fosse chato. Talvez o assunto fosse atraente, mas não desse jeito.

Por outro lado, as aulas interessantes provavelmente foram aquelas em que o professor de alguma maneira o(a) convidava a “pensar e agir”. Ao invés de apenas “ouvir aulas longas e intermináveis”, copiando a matéria da lousa, agora você era atuante e precisava realizar tarefas em que percebia significado e razão de ser. Mesmo sentados na tradicional disposição de uma sala de aula, algumas delas eram capazes de fazê-lo(a) refletir, entrar em conflito com as próprias ideias, buscar estratégias para enfrentar desafios, relacionar o tema de estudo com a própria vida… Ter vontade de seguir as instruções!

Isso é assim até hoje! Ainda existem aulas chatas, e também existem aulas dinâmicas e motivadoras.

Novidades?

Todos temos lembranças agradáveis de professores que tornavam suas aulas inesquecíveis! Eram momentos efêmeros, ainda que durassem toda uma manhã.

Provavelmente eram educadores que já aplicavam em suas aulas estratégias em que a aprendizagem era resultado do fazer do aluno. Talvez não tivessem consciência do quanto suas escolhas metodológicas faziam diferença na motivação das crianças. Ou, ao pensar em seu fazer de professor, se colocavam no papel do aluno e buscavam avidamente planejar atividades que tornassem as aulas momentos desejados e aguardados com ansiedade.

Tenho certeza de que todos tivemos professores assim!

O que mudou? Será que ocorreram grandes mudanças?

Atualmente os professores podem utilizar maior quantidade e diversidade de recursos antes inexistentes. Com os avanços da tecnologia, o professor tem uma verdadeira caixa de ferramentas à sua disposição! Porém, precisa saber o que fazer com elas.

Também temos maior consciência e conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro, desde os mecanismos de captação de estímulos até os processos de formação de memórias.

Novas ferramentas e conhecimentos devem servir ao professor como subsídio para suas escolhas e ações.

Princípios e estratégias comuns nas metodologias ativas

Atualmente há muitos pesquisadores que investigam a educação, como se dá a aprendizagem, a relação entre as diversas estratégias e seus resultados… e muito mais. A pesquisa acadêmica olha com cuidado para cada detalhe da sala de aula e busca compreender as minúcias da interação aluno-professor e como isso afeta a aprendizagem.

O resultado de tais pesquisas é que hoje podemos identificar diferentes estratégias/abordagens educacionais que, se adequadamente aplicadas, podem contribuir para motivar estudantes e engajálos no processo de aprendizagem. Em comum, todas elas colocam o aluno como protagonista ao longo do processo.

É lógico que ainda existem aulas expositivas e seria leviandade torná-las vilãs. Na verdade elas são essenciais em diversos momentos. Porém, ao pensar em sequências didáticas e cursos como um todo, aulas expositivas e aulas mais dinâmicas e ativas são colocadas lado a lado como componentes importantes no percurso planejado.

Metodologias ativas

E o professor?

O professor não pode ignorar que seus alunos chegam à sala de aula cada vez com maior quantidade de conhecimentos conceituais adquiridos “por conta própria”, em canais de documentários, no youtube ou outras fontes. Assim, atuar como fonte de informações (conhecimento) não é um papel capaz de garantir o engajamento em suas aulas.

É preciso mudar de posição, “saindo do palco e caminhando em meio à plateia.”

O papel do professor deve ser muito mais de mediador no processo de aprendizagem, acompanhando seus alunos e orientando-os em seu percurso.

O professor deve ser um estrategista que analisa o cenário a todo instante, avaliando suas estratégias e reorientando suas ações de modo a garantir o máximo envolvimento e aproveitamento dos alunos.

Para isso ele deve ter sempre “cartas na manga”, na forma de materiais e estratégias adequados a cada novo desafio que surge.

Nesse contexto a formação continuada é essencial!

Metodologias ativas

Definição

Metodologias ativas são estratégias educacionais que colocam o aluno como protagonista em seu percurso de aprendizagem. O professor deixa de ser apenas um transmissor de informações para ser um mediador no processo em que o aluno desenvolve novas habilidades, competências e os conteúdos conceituais tradicionais.

Alguns ganhos com as metodologias ativas

Não tenho dúvidas de que colocar o aluno para trabalhar, de forma planejada e orientada, contribui para o desenvolvimento de diversas habilidades e competências que em aulas expositivas não são exigidas.

As metodologias ativas certamente contribuem para tornar o estudante melhor preparado para a vida real, pois situações corriqueiras na vida profissional são enfrentadas ao longo de sua vida escolar. Ferramentas e técnicas essenciais nas mais diversas áreas farão parte de sua bagagem pessoal.

O protagonismo o torna mais confiante em seu próprio potencial e aumenta o grau de satisfação com as aulas, professor e escola.

Finalizando

Recomendo que você leia também os artigos sobre Flipped Classroom, Ensino Híbrido e Sequência Didática, nos quais são apresentados alguns exemplos dos princípios aqui mencionados.

Pense a respeito.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

DICAS DE LIVROS SOBRE METODOLOGIAS ATIVAS

“O que eu ouço, eu esqueço; o que eu vejo, eu lembro; o que eu faço, eu compreendo”

Confúcio.