Reflexões de professor

O que é sequência Didática

Sequência Didática – O que é?

O que é Sequência Didática

O que é Sequência Didática?

Qual é a importância de uma sequência didática?

Assim como em qualquer outra área de nossas vidas, o planejamento cuidadoso por parte do professor é certamente responsável pelo sucesso de suas ações.

Antes mesmo de entrar em classe, seus passos já foram pensados como em um jogo de xadrez, no qual cada jogada é antecipada com algumas rodadas de antecedência.

Quais são as expectativas de desempenho dos alunos? Que estratégias utilizar? Como abordar o tema? De que maneira envolver os alunos e torná-los parte ativa no processo de ensino-aprendizagem? O que fazer caso a aula caminhe para tal direção? Como avaliar?

Assim, cada momento da aula pode, e deve ser pensado exaustivamente antes que realmente ocorra. Cada aula deve ser encarada como parte de uma sequência de atividades com “começo, meio e fim”.

Essa sequência encadeada de atividades metodicamente planejadas, cada qual com seus objetivos, material e estratégias, é chamada de sequência didática.

O uso adequado de sequências didáticas na prática pedagógica certamente contribui para a sua maior eficiência, uma vez que orienta professor e alunos em seu caminho de aprendizagem.

Como elaborar uma boa Sequência Didática

O primeiro passo certamente é estabelecer objetivos claros e precisos, que deverão ser atingidos como resultado de uma série de ações realizadas pelos alunos, seja na sala de aula, seja em casa ou outros locais. Os objetivos devem ser expressos na forma de expectativas de desempenho atreladas ao aprendizado esperado. Por exemplo: Espera-se que os alunos sejam capazes de comparar diferentes ambientes classificando-os de acordo com o grau de degradação decorrente de ações humanas.

O segundo passo é, a partir dos objetivos selecionados, escolher com atenção o tipo de evidência esperada dos alunos como prova de seu aprendizado. Ou seja, de que maneira podemos medir (avaliar) o que eles aprenderam? No caso acima, podemos verificar seu aprendizado de acordo com a capacidade de, dentre um conjunto de imagens de ambientes, identificar seus elementos constituintes, identificar indícios da ação humana e classificá-los segundo o grau de alteração.

De posse dessas informações, o terceiro passo é elaborar um conjunto de atividades sequenciais que apresentem o tema aos alunos, motivando-os a se envolver no processo, desafiando-os, mobilizando seus recursos cognitivos, levando-os a utilizar seus conhecimentos prévios como ponto de ancoragem para novos conhecimentos, criando condições para que produzam e por fim, avaliando-os.

Sequência Didática no século XXI

Não há necessidade de atividades complexas para ser uma boa sequência didática, mas não há dúvidas de que é interessante aproveitar toda oportunidade para trabalhar com o aluno diversas habilidades que contribuam para a construção de sua autonomia.

Ao longo da sequência de atividades planejada é possível, e interessante, trabalhar aspectos como:

  1. Habilidades relacionadas ao uso de ferramentas tecnológicas como ferramentas de produtividade, sejam elas aparelhos eletrônicos (smartphones, tablets, Chromebooks, notebooks, câmeras fotográficas etc.) ou aplicativos para realizar tarefas específicas (editor de fotografias ou vídeos, editor de apresentações de slides, mecanismos de busca na web etc.).
  2. Habilidades ligadas à leitura e escrita, em especial trabalhando com gêneros textuais específicos e relacionados ao contexto de trabalho da disciplina.
  3. Habilidades específicas de determinadas matérias, como o planejamento e condução de investigações científicas, com coleta e análise de dados, argumentação baseada em evidências e elaborações de explicações e conclusões.
  4. Habilidades relacionadas à correta compreensão de comandos e realização de tarefas, tornando a atuação do aluno mais precisa e efetiva diante de instruções.
  5. Habilidades para trabalhar em grupo, como a capacidade de distribuir tarefas e responsabilidades, dar cabo de suas atribuições, ouvir e respeitar o próximo mesmo com ideias antagônicas, sintetizar ideias da equipe, comunicar resultados.

Finalizando

O planejamento detalhado de uma sequência didática trás benefícios inegáveis a professores e alunos, facilitando o trabalho de uns e melhorando a eficiência de outros.

Leia também o artigo sobre Flipped Classroom. Nele é apresentada uma sequência didática bastante simples, mas que leva em consideração algumas das ideias aqui apresentadas.

Outro artigo recomendado é “O que é Observação investigativa?”, em que são apresentados exemplos de sequências didáticas para desenvolver a capacidade de observação do aluno.

Pense a respeito.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

DICAS DE LIVROS SOBRE METODOLOGIAS ATIVAS

Fonte da imagem – http://www.freepik.com/free-vector/teacher-pointing-to-the-blackboard_716538.htm

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Como fazer um mapa conceitual

Mapas conceituais – Como fazer

Por que usar mapas conceituais?

Vivemos um momento em que, a cada dia que passa, lidamos com maior quantidade de informação: conceitos, fatos, relações etc.

Por um lado, a facilidade de acesso à informação é um aspecto muito bom. Por outro lado, representa um novo e difícil desafio: Como lidar com isso sem nos perder em meio a tantas ideias? Como organizar o pensamento?

Tal desafio se apresenta cotidianamente a professores e alunos! É preciso saber lidar com ele de modo a organizar o aprendizado ao longo do tempo, sem que o novo se sobreponha ao anterior escondendo-o nos confins da memória. Novos conhecimentos devem ser conectados aos anteriores formando uma verdadeira rede de significados ancorados entre si. Assim, o antigo e o novo se mesclam tornando-se um só!

Uma boa alternativa é o mapeamento conceitual!

O exercício de organizar as ideias, no papel, com relações claramente apresentadas, contribui para que o mesmo ocorra em nossa memória. Ou seja, o pensar sobre as relações entre ideias enquanto tentamos elaborar um mapa conceitual contribui para o estabelecimento, revisão e fortalecimento das mesmas relações no nível da memória.

O que é um mapa conceitual

Mapa conceitual é uma representação das relações existentes entre diferentes conceitos, organizada de maneira simples e mais fácil de visualizar. Tais relações são representadas por “proposições”, que expressam de forma clara e objetiva a relação entre dois conceitos (ideias).

Ao ler um texto escrito são apresentadas diversas ideias encadeadas e estruturadas de forma lógica, com o objetivo de comunicar algo. Se o texto é denso, muitas vezes ao longo da leitura precisamos fazer uma pausa e voltar a ideias anteriormente mencionadas para buscar sua conexão com aquelas do trecho atual.

Mapas conceituais podem ajudar na compreensão das relações entre as diferentes ideias do texto, por apresentá-las de forma esquemática e, visualmente, mais simples. Eles não substituem o texto, mas podem ser uma poderosa ferramenta de estudo em diferentes momentos de uma sequência didática.

Como fazer um mapa conceitual

1 – Reflita sobre o tema de seu MC. Liste os principais conceitos relacionados ao tema.

2 – Organize esses conceitos hierarquicamente, segundo seu grau de importância ou abrangência, desde o mais importante e abrangente (a ser colocado na parte superior do papel) até os menos importantes, colocados nas extremidades do MC.

3 – Estabeleça as relações entre os conceitos já dispostos no papel e, a partir delas, amplie seu MC com os outros conceitos. Escreva-as de forma bastante precisa e objetiva sobre a seta que liga cada dupla de conceitos.

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Leia também o artigo sobre Sequências Didáticas. O mapeamento conceitual pode ser bastante útil em diversos momentos de uma sequência didática, desde o levantamento de conhecimentos prévios, no início, passando pelo planejamento de atividades até a sistematização do conhecimento adquirido, no final.

Em outro texto apresento um exemplo do uso de mapas conceituais como parte essencial da sequência didática, tanto pelos alunos como pelo professor. Sugiro sua leitura clicando aqui!

Pense a respeito!

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

Dicas de livros sobre mapas conceituais

O que é metacognição? Como ela pode contribuir para tornar mais eficaz o processo de ensino/aprendizagem? Como ela pode ser utilizada em sala de aula?

Metacognição – O que é?

Definição

O que é metacognição?

Ao refletir sobre o próprio pensar e fazer, analisando e avaliando ações previamente pensadas e realizadas, podemos rever decisões e alterá-las em busca do melhor resultado para nossos esforços.

Essa reflexão sobre as próprias ações, que leva ao conhecimento dos processos cognitivos e possivelmente à habilidade de controlá-los e torná-los mais eficientes, é conhecida como metacognição.

A prática constante desse exercício, analisando diferentes estratégias para enfrentar situações-problema, planejar e conduzir investigações, comunicar resultados ou fazer outras coisas, nos ajuda a perceber a maneira mais adequada de realizar determinada tarefa. Com isso, caminhamos em direção a melhores resultados em nossas ações.

Ou seja, a metacognição pode trazer ganhos significativos tanto a alunos como a professores em seu processo de ensino / aprendizagem ao promover a reflexão e autorregulação.

 

A prática do pensar sobre o próprio pensar, saber e fazer

  • O que você está fazendo?
  • Por que escolheu essa estratégia?
  • O procedimento utilizado em sua pesquisa para coletar dados foi eficiente? Como você o melhoraria?
  • Justifique a sua escolha!

O professor deve estar atento às oportunidades de promover a reflexão nos alunos, fazendo perguntas constantemente.

Tal prática, estimulando também o debate e a argumentação entre pares, leva à constante avaliação e reorganização dos saberes do estudante. Este por sua vez, deve também se perguntar:

  • O que preciso saber sobre o tema estudado?
  • O que ainda não sei?
  • Como posso vir a saber?

 

Ganhos para professor e alunos ao praticar a metacognição

Professores

Para o professor isso é importante ao ajudá-lo a planejar sequências didáticas efetivas, que realmente contribuam para o aprendizado do aluno e para o desenvolvimento de sua autonomia. O professor reflexivo empenha-se para alcançar o melhor de suas ações na interação com o aluno em busca de seu desenvolvimento pessoal.

Alunos

Para o aluno, a metacognição é essencial em seu processo de amadurecimento, levando-o ao desenvolvimento de estratégias de aprendizagem próprias decorrentes da análise constante das atividades realizadas em sala de aula.

 

Como desenvolver a metacognição

Cabe ao professor proporcionar aos estudantes uma ampla gama de situações de aprendizagem, vivenciando-as intensa e profundamente, refletindo juntos sobre seus objetivos, suas características, suas etapas e seus resultados.

Tal abordagem metacognitiva permite ao aluno extrair da situação não apenas as aprendizagens relacionadas diretamente ao tema estudado, mas também aquelas que se referem à estratégia de aprendizagem envolvida.

Com o passar do tempo, e o acúmulo de experiências de aprendizagem em diferentes contextos, o aluno desenvolve habilidades e competências que lhe permitem analisar situações-problema e enfrentá-las com propriedade, selecionando ferramentas e elaborando estratégias adequadas e eficientes.

É possível aprender a aprender!

 

Finalizando

O ambiente da sala de aula, com suas constantes interações, provocações e reorganizações de ideias, é ideal para que o aluno reflita sobre seu pensar, saber e fazer.

A cada atividade ele deve tomar ciência dos objetivos, estratégias e resultados alcançados. Ao fazer isso, é possível pouco a pouco “aprender a aprender”, selecionando estratégias mais eficientes para organizar seus saberes.

Leia também o artigo sobre Sequências Didáticas. Nele são apresentadas ideias importantes sobre a organização de um plano de aulas eficaz. Reflita sobre as ideias apresentadas e procure colocar “momentos metacognitivos” em suas aulas.

Pense a respeito.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

Como criar videoaulas e editar vídeos – Curso na Udemy

Formação continuada de educadores

Fonte da imagem – http://www.freepik.com/free-vector/speech-bubbles-with-question-marks_785259.htm
Você sabe fazer perguntas? Elas orientam o nosso pensar e agir de modo a buscar relações entre ideias, potencializando a compreensão e o aprendizado.

Você sabe fazer perguntas?

Olhar ativo e questionador

Você sabe fazer perguntas?

Muitas vezes, por razões variadas que vão do cansaço à falta de interesse, passamos os olhos pelo ambiente ao redor e simplesmente identificamos os elementos presentes sem fazer sequer uma pergunta a seu respeito.

  • O que é isso?
  • Como funciona?
  • Para quê serve?

O olhar superficial e pouco interessado fornece nada mais que a informação sobre a existência, ou presença, de elementos no meio. Assim, informações essenciais para a interpretação e compreensão do sistema analisado, façamos parte dele ou não, podem passar despercebidas e ignoradas pelo simples fato de que não dedicamos alguns segundos para elaborar questões a seu respeito.

Isso é válido tanto para situações de investigação ao ar livre, em estudos do meio, como para situações dentro de uma sala de aula.

O “fazer perguntas” na interação entre professor e aluno

A atitude de aluno e professor são essenciais para tornar cada momento mais rico, interessante e produtivo no que se refere ao aproveitamento das oportunidades de aprendizagem.

Cabe ao professor aproveitar o contexto de suas aulas, onde quer que ocorram, identificando questões que podem ser feitas e instigando os alunos a fazê-las.

As perguntas não devem ser feitas apenas pelo professor! Ele deve dirigir o olhar e o pensar do aluno para que elas surjam em sua própria mente! As respostas, por sua vez, devem vir da argumentação e debate entre os alunos, baseando-se em evidências e conhecimentos prévios.

Ao ser questionado, o professor deve evitar dar as respostas prontas, e sim responder com outras perguntas. Ou ainda melhor, ele deve convidar os outros alunos a responder a questão inicial de um colega, iniciando um debate .

Saber fazer perguntas, identificando questões a serem respondidas, é uma habilidade bastante importante que deve ser desenvolvida nos estudantes.

Esse é um dos desafios do educador!

Pensamento Crítico

Que perguntas fazer?

O quê? Como? Onde? Quando? Por quem? Para quem? Qual a causa? Qual a consequência?

Há muitas perguntas possíveis dependendo da situação. Um caminho possível em aulas de Ciências da Natureza, é apresentado a seguir.

– Sobre a natureza do objeto ou fenômeno em questão:

  • O que é isso? É um elemento vivo da natureza? É um elemento não vivo da natureza? É um elemento produzido pelo homem? É um fenômeno natural?

– Sobre a sua estrutura, constituição e funcionamento:

  • Quais são suas partes? Como funcionam? Como interagem?
  • De que é feito? Quais são suas características? Quais são suas propriedades?

– Sobre a interação desse elemento / fenômeno com o meio em que se encontra:

  • Como interage com outros elementos? Como influencia o meio? Qual é a sua importância para o equilíbrio do ambiente? O que ocorreria de deixasse de funcionar ou desaparecesse?

Tal progressão de perguntas encaminha o pensamento de modo a interpretar as diversas informações que o meio nos fornece a todo instante, possibilitando sua compreensão e uma interação mais profunda e significativa entre o indivíduo e o contexto em que está ou investiga.

O resultado da prática constante dessa atitude investigativa, questionadora, é a formação de uma rede de conhecimentos que descreve e explica o mundo, tornando-o cada vez mais interessante e desafiador.

Finalizando

A interação dentro de uma sala de aula deve prover oportunidades para questionamentos e argumentações constantes. Ao argumentar baseado em evidências e conhecimentos prévios, o aluno reorganiza seus saberes e estabelece novas relações muitas vezes ainda não pensadas.

Debates em classe, baseados em leituras e investigações realizadas previamente pelos alunos, são excelentes oportunidades para praticar o questionamento e a argumentação. Leia também o artigo sobre Flipped Classroom. Nele é apresentada uma estratégia didática que torna os debates mais frequentes na sala de aula.

Pense a respeito. Reflita sobre suas ações em sala de aula.

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

Fonte da Imagem – http://www.freepik.com/free-photos-vectors/business
A observação investigativa permite identificar os detalhes da imagem ou paisagem observada.

O que é observação investigativa

Você sabe o que é observação investigativa?

Observe a imagem abaixo. O que você vê?

Boto no Lagamar

A maioria das pessoas provavelmente responderá: – “Vejo um boto saltando fora da água! “

Porém, há outros elementos na imagem que contribuem para a sua correta, e completa, interpretação. No mínimo, podemos dizer que é possível observar: a água, a vegetação ao fundo, uma pequena porção de solo sob a vegetação e o boto no primeiro plano. Esse conjunto de informações possibilita uma descrição mais precisa do que é observado, permitindo a outras pessoas recriar mentalmente aquilo foi observado e descrito.

Há uma tendência a simplificar a resposta limitando-a ao elemento de maior destaque no campo visual. Não está errada, porém, não está completa.

O mesmo ocorre quando perguntamos às pessoas o que conseguem identificar na paisagem ou em um dado fenômeno investigado. As respostas geralmente se limitam aos elementos de maior destaque ou àqueles que por alguma razão são mais significativos para ela. Ou seja, a leitura da imagem ou paisagem tende a ser influenciada, limitada, pelo olhar superficial e pela influência que todos carregamos como decorrência de nossa formação ou de experiências anteriores.

A mesma paisagem, ou imagem, ao ser observada por várias pessoas, estimulará cada uma delas de maneira diferente, fazendo com que suas respostas sejam diferentes. Ocorre ainda que uma mesma pessoa, ao realizar a observação em momentos diversos, elabore descrições diferentes daquilo que observou.

Porém, é possível desenvolver a habilidade de observar com atenção e identificar os elementos que compõem o sistema de maneira mais completa e precisa.

Definição

Observar é dar uma direção intencional à nossa percepção, utilizando a visão como principal sentido para investigar determinada cena. Outros sentidos podem contribuir e chamar a atenção para determinado elemento que será, então, analisado com a visão.

Importância da observação investigativa

A observação investigativa é a estratégia de analisar uma determinada cena e nela identificar um conjunto de elementos, informações e significados que permitem ao observador descrever elementos naturais, fenômenos, ambientes, o funcionamento de um dado sistema etc.

Essa habilidade é essencial para investigar, descrever, interpretar e compartilhar informações sobre tudo aquilo que se observa!

Professor deve desenvolver a observação investigativa no aluno

Cabe ao professor planejar atividades variadas que exercitem e desenvolvam o olhar atento, seja na observação de paisagens em viagens de estudo do meio, na observação de experimentos em laboratório, na leitura de imagens ou nas cenas cotidianas que nos rodeiam e frequentemente são ignoradas.

Ao analisar um contexto visualmente deve-se ter o cuidado de:

  • Identificar todos os elementos presentes, estejam eles saltando aos olhos ou não. Os menores elementos de um sistema podem desempenhar os papeis mais essenciais no mesmo.
  • Identificar e descrever a disposição dos elementos no sistema com precisão, tanto em relação à sua posição como em relação à sua frequência.
  • Identificar e descrever possíveis relações entre os elementos identificados, que caracterizam o funcionamento do sistema investigado.
  • Identificar aquilo que é natural do local e aquilo que é resultado de interferência externa.
  • Identificar e descrever tudo aquilo que possa contribuir para a correta, completa e precisa interpretação do que foi observado.

O aluno deve :

  • Realizar as atividades com atenção, de modo sistemático, para desenvolver o hábito e a habilidade de “observar com atenção”.
  • Registrar com precisão, de modo claro e organizado, aquilo que observa.
  • Relacionar o que foi observado, identificado e interpretado a outras situações semelhantes previamente analisadas ou que façam parte do seu contexto.

Progressão na análise

Tais atividades devem partir da análise de cenas estáticas e simples, com poucos elementos, e progredir para situações mais complexas, sempre buscando a precisão, clareza e completude na descrição.

  • Descrição de um ser vivo a partir da observação de imagens estáticas (fotografias / desenhos). Exemplo: Fotografia de um besouro isolado do meio (em fundo branco).

besouro fundo branco

  • Descrição de uma paisagem a partir da observação de imagens estáticas (fotografias / desenhos). Exemplo: Fotografia de praia arenosa. Observe que a imagem possui um grid que auxilia no mapeamento dos elemento presentes.

praia arenosa

  • Descrição de elementos, fenômenos ou paisagens que fazem parte do cotidiano do aluno, seja em casa, seja na escola.

Reflexão

O que muda de um exercício para outro? Como a complexidade da observação e descrição aumenta? Que novas informações surgem em cada atividade?

Essa reflexão deve ser feita com os alunos de modo a reforçar a necessidade de utilizar todos os sentidos ao “observar” o ambiente. A leitura de imagens é um exercício na formação do indivíduo capaz de interagir com o mundo e interpretá-lo de forma mais completa e multisensorial.

Observação investigativa no cotidiano da sala de aula

Cabe ao professor instigar esse tipo de olhar o tempo todo, fazendo perguntas que estimulem o aluno a desenvolver tal habilidade.

Como consequência da preocupação em perceber os detalhes e aprimorar a capacidade de descrever o que observa, o aluno também terá uma visão cada vez mais completa, clara e precisa do mundo. A partir dessa visão, certamente surgirão dúvidas que motivarão investigações e a busca por respostas e explicações.

Ao ouvir do aluno sua descrição daquilo que observa(ou), o professor deve fazer novas perguntas dirigindo o olhar do observador para detalhes ainda não percebidos ou descritos, ajudando-o a refinar sua habilidade.

Saber observar, identificando elementos, fenômenos e relações, é uma habilidade bastante importante que deve ser desenvolvida nos estudantes.

Esse é um dos desafios do educador!

Como fazer?

Treinar! Observar! Identificar! Descrever!

Finalizando

A observação investigativa é uma estratégia fundamental para a obtenção de informações e interpretação do mundo. Ela pode ser usada como estratégia de leitura de imagens, de análise de experimentos ou de exploração de ambientes.

Leia também o artigo sobre Sequências Didáticas. Nele são apresentadas algumas orientações para ajudá-lo a planejar suas atividades.

Aproveite e leia também o artigo “Treinando o olhar com leitura de imagem“. Nele é possível exercitar a observação investigativa analisando diversas imagens de elementos da natureza, fenômenos naturais e ambientes.

Clique nos links a seguir e faça download de dois exemplos de ficha de leitura de imagem. Ficha 01 e Ficha 02.

Teste suas habilidades de observação e identificação de elementos da natureza a partir de detalhes em imagens. Para isso leia o artigo sobre desafios no link!

Pense a respeito. Reflita sobre suas ações em sala de aula. Inove!

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

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Teste seus conhecimentos sobre a natureza! Visite a playlist no Canal Sala de Ciências!

Fotografia na Escola

Apresentação

Geralmente, ao pensar na fotografia como recurso do professor, imaginamos sua utilização como forma de compartilhar conteúdo com o aluno. Está correto o ditado que diz: “- Uma boa imagem vale por 1.000 palavras! “

Porém, essa é uma visão reducionista de uma poderosa ferramenta que pode contribuir para a aprendizagem de diversas maneiras além dos tradicionais slides em Power Point, Google Apresentações ou Prezzi.

É interessante conhecer as possibilidades, características e melhores contextos de uso para poder aproveitar todo o seu potencial.

Importância da fotografia

O registro fotográfico é, no mínimo, uma excelente ferramenta para registrar eventos, momentos, elementos e fenômenos naturais, processos investigativos ou qualquer outra coisa que se deseje.

A imagem captada, ou conjunto de imagens, se bem planejada pelo fotógrafo, é capaz de representar com fidelidade e riqueza de detalhes aquilo que se deseja eternizar.

  • Exemplo 1: Um conjunto de imagens feitas dia após dia representam o desenvolvimento de uma planta de feijão ao longo de seu ciclo vital de maneira inequívoca!
  • Exemplo 2: Um conjunto de imagens é capaz de contar a história de uma viagem de estudo do meio, com informações sobre o local visitado, as atividades realizadas, as descobertas etc.

Sendo assim, torna-se ferramenta de grande valor em atividades que envolvem investigar, descrever, representar, comparar, interpretar e compartilhar informações sobre tudo aquilo que se observa!

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Vale a pena o esforço?

Em primeiro lugar, é importante saber que atualmente quase todo smartphone possui câmera capaz de fotografar e filmar com qualidade bastante boa.

Além disso, vale lembrar que nosso país já ultrapassou 280.000.000 de linhas celulares. Ou seja, não é a falta de equipamento que dificultará o uso da fotografia na escola.

Os benefícios são diversos:

  • Ao usar imagens o professor enriquece os estímulos visuais utilizados, tornando sua aula mais interessante, motivadora e rica em detalhes. Fotografias permitem ir muito além dos desenhos na lousa, por melhor que eles sejam. Porém, isso depende da boa escolha do material a ser usado.
  • Fotografias apresentam dados concretos, visíveis pelos alunos e muitas vezes mais compreensíveis que um texto rico em detalhes, mas que exige a formação da imagem na mente por meio da imaginação.“Uma boa imagem vale mais que 1000 palavras! “
  • Belas imagens conquistam até os alunos “mais distantes”. – Wow! Professor, o que é isso? Foi você quem fez essa foto?

Ferramenta de produtividade

Muito além do aspecto social e recreativo, a fotografia deve ser vista como ferramenta de produtividade pessoal.

Assim, seu uso deve ser incentivado e apoiado na escola, tanto dentre a equipe de professores como dentre os alunos.

O que podemos fazer? Como devemos fazer? Que recursos são necessários? Como utilizar os recursos disponíveis?

Apresento a seguir alguns exemplos de uso da fotografia como ferramenta de produtividade para professores e alunos.

Situações de uso das imagens

  • Fotografia como recurso didático usado pelo professor
    • Apresentação de informações (aula em ppt ou vídeo aula). Ex.: https://youtu.be/MU6CrIRQYyM
    • Exercícios de análise de imagens. Ex.: http://www.cecgodoy.com/portal/index.php/teste-seus-conhecimentos
    • Mural com imagens de apoio relacionadas ao tema da sequência didática em andamento. Exemplo: Tenho em minha sala um mural com grande quantidade de fotos relacionadas ao tema trabalhado em cada momento do ano. A cada nova sequência didática mudo as fotos expostas, de modo que elas sejam constantemente estimulantes, desafiadoras e motivadoras para os alunos.
    • Banco de imagens de interesse didático. Ex.: Costumo publicar minhas fotos em diversas galerias virtuais, de fácil acesso e organização, que podem, a qualquer momento, ajudar na explicação de algum conceito ou serem usadas em exercícios de leitura de imagem. Ex.: https://www.facebook.com/cecgodoyphotos/photos e https://www.flickr.com/photos/cecgodoyphotos/albums.
    • Análise da produção dos alunos a partir de fotografias feitas pelo professor. Ao fotografar registros dos alunos, projetá-los para análise conjunta e colaborativa (com ou sem identificação do autor), é possível compartilhar as várias formas de pensar sobre o mesmo tema ou desafio, dando chance aos alunos para analisar e opinar sobre a produção de seus pares.
    • Outras situações.
  • Fotografia como ferramenta de aprendizagem usada pelos alunos
    • Registros de situações do cotidiano – Aluno repórter. Tal atividade pode estimular o aluno a “observar de maneira investigativa” o seu cotidiano, em busca de fatos interessantes para compartilhar em classe.
    • Registro de trabalhos / investigações – Exemplo: Crescimento de feijões em diferentes tipos de solo. As fotos produzidas pelos alunos podem, e devem fazer parte de seu relatório da atividade.
    • Registro de aulas práticas – Exemplo: Métodos de filtração de água em laboratório. Aqui também as fotos produzidas pelos alunos podem, e devem fazer parte de seu relatório da atividade.
    • Registro de investigações em campo. Não há forma melhor de registrar viagens de estudo do meio! As fotos devem ser planejadas antes mesmo da saída a campo, de modo a registrar todas as etapas de trabalho, o local investigado, as atividades realizadas, o material utilizado, as estratégias, os personagens… Exemplo: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.746670198697494.1073741867.214393611925158&type=3&__mref=message_bubble
    • Apresentação de trabalhos com apoio de fotografias para tornar mais claras as ideias expostas (imagens buscadas em fontes variadas).
    • Outras situações.

Quando fazer as fotos?

Talvez alguns digam: – Não tenho tempo para fotografar!

Acredito que a falta de tempo do professor seja real. Ainda assim, insisto que vale a pena o esforço.

Uma vez que a maioria das pessoas carrega um smartphone, é interessante estar atento às oportunidades. Ao observar alguma imagem que possa posteriormente ser utilizada como material de apoio nas aulas, devemos aproveitar o momento e registrá-la. Podemos dizer que essa é uma situação em que o professor atua como repórter, sempre em busca de notícias do cotidiano.

Haverá momentos em que se necessita de determinada imagem e ela não é encontrada. Nesse caso, é possível montar um cenário e produzir a imagem em questão. Costumo fazer isso regularmente, antecipando situações de aulas futuras. As imagens produzidas são armazenadas em uma de minhas galerias virtuais. Exemplo: Fotos de sementes de feijão germinando publicadas em minha galeria no Flickr – https://www.flickr.com/photos/cecgodoyphotos/sets/72157639501849433 .

Exemplos

  • Foto produzida para mostrar as estruturas reprodutoras presentes em uma flor (Reprodução sexuada).

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  • Foto que mostra o registro de alunos em atividade de estudo do meio.

Produção dos alunos

  • Foto que mostra a distribuição vertical de organismos no costão rochoso (Zonação).

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  • Foto que mostra uma técnica de investigação do ambiente em viagem de estudo do meio.

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  • Foto feita por aluno que mostra o trabalho de investigação em um estudo do meio.

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Cotidiano da sala de aula

Belas imagens certamente chamam atenção e despertam a curiosidade dos alunos. Sua presença na sala de aula contribui para tornar a aula mais interessante e estimular a participação dos alunos. Sua leitura constante contribui para o desenvolvimento do olhar e de outras habilidades relacionadas à observação.

Vale a pena o esforço de produzir imagens, ou busca-las em fontes variadas, e enriquecer as aulas.

Esse é um dos desafios do educador!

Finalizando

Pense a respeito. Reflita sobre suas ações em sala de aula. Analise-se!

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).

Fotografando estudos do meio: Contando histórias com fotografias

Apresentação

Frequentemente vejo álbuns de viagem em que a maioria das fotos mostra “eu no restaurante”, “eu na praia”, “eu na balada”, “eu e a galera bagunçando” e nada de fotos da paisagem, da cidade, da estrada, de animais e vegetais típicos da região, de pessoas interessantes…

Muitas vezes as fotos não mostram nada que indique o local visitado! São fotos que poderiam ter sido feitas em qualquer local da própria cidade de origem.

Penso que fotografias feitas em viagem devem contar histórias!

Elas podem ser feitas ao longo da viagem de modo a representar o caminho percorrido, os meios de transporte usados, os restaurantes e comida locais, os atrativos visitados, as lojas de artesanato local, a arquitetura histórica, as paisagens mais bonitas, as atividades que marcaram a viagem, detalhes de animais e vegetais típicos e também as fotos “da bagunça”!

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Estudos do meio

Estudos do meio são oportunidades únicas para colocar o aluno em situações reais de investigação, nas quais assumem o protagonismo, vão em busca de informações para responder suas perguntas de pesquisa, coletam dados, registram, organizam, analisam, produzem e compartilham suas descobertas.

Nessa situação a fotografia tem papel de grande importância como ferramenta de produtividade, possibilitando o registro preciso e fiel de informações, de maneira bastante prática.

Câmeras cada vez mais compactas e fáceis de usar, ou mesmo smartphones, permitem que alunos e professores registrem todas as etapas da atividade e depois compartilhem as imagens contando a história do que ocorreu.

Tal estratégia torna a comunicação de processo e resultados, não apenas mais interessante e cativante, mas também mais precisa e fiel à realidade.

Não podemos esquecer que mesmo a fotografia sendo um “registro fiel”, ela sofre influência do olhar do fotógrafo, que registra as imagens de acordo com sua motivação, inspiração e orientação recebida. Ainda assim, essa ferramenta certamente contribui para a maior fidelidade e completude dos registros.

Planejando

O que contar? Que imagens produzir? Como produzir tais imagens?

Essas perguntas devem ser feitas ainda na fase de planejamento da atividade, antes da viagem, pois orientam a organização dos alunos e a distribuição de tarefas.

Nessa etapa, ao ter clareza das perguntas a serem respondidas e dos dados que devem ser coletados, o trabalho de campo deve ser planejado com cuidado, listando materiais necessários, estratégias que serão utilizadas para a coleta de dados e registro, distribuição de responsabilidades e cronograma de trabalho.

Uma das tarefas nessa etapa é elaborar um enredo do que deverá ser fotografado, com a maior precisão possível.

Enredo – O que contar?

O relato de uma viagem de estudo do meio deve contemplar tópicos como:

  • Onde fomos?
  • O que fizemos?
  • Que equipamento utilizamos?
  • Como fizemos (estratégia)?
  • Quais foram os personagens principais?
  • O que aprendemos?
  • Outros.

Os itens listados, se adequadamente contemplados nas imagens, possibilitam contar a história do estudo do meio com bastante precisão. Os alunos devem ter esses tópicos em mente ao longo de todo o projeto.

Quem faz as fotos?

A missão de registrar a atividade por meio de fotografias pode ser distribuída entre os participantes, de modo que todos pratiquem e desenvolvam a habilidade de “contar histórias por meio de fotografias”. Porém, é importante alguma orientação de modo a garantir que todas as etapas sejam registradas. Nesse caso, não há divisão de tarefas oficial no grupo.

Outra possibilidade interessante é delegar a missão do registro da viagem a um integrante de cada grupo de trabalho. Dessa maneira, com tarefas específicas para cada indivíduo, podemos ter:

  • Aluno fotógrafo.
  • Aluno que realiza registros escritos (anotações, esquemas, desenhos…).
  • Aluno que gerencia o material de trabalho em campo e realiza as atividades principais que os utilizam.
  • Aluno responsável pela gestão do grupo.
  • Outras funções.

O responsável pelas imagens deve ter em mente os tópicos que precisam ser registrados, garantindo fotografias que os registrem com clareza e precisão. Também é importante que ele esteja atento a todas as oportunidades, de modo a não deixar passar momentos interessantes e não planejados.

Como produzir as imagens?

Imagens feitas com o objetivo de contar a história da viagem são um pouco diferentes daquelas feitas apenas para “registrar a farra”.

Ao fotografar a diversão não há muito cuidado, preocupação, com a qualidade da imagem, enquadramento, iluminação etc. As fotos geralmente são feitas para eternizar o momento!

Por outro lado, fotos feitas como registro de atividade devem ser planejadas e realizadas com cuidado e sempre buscando a melhor qualidade possível. Elas devem cumprir uma função de comunicar ideias com clareza e precisão! Elas são planejadas, pensadas, antes mesmo de tirar a câmera da bolsa!

Assim, para produzir imagens de boa qualidade e que cumpram sua função de “registrar e contar histórias”, alguns cuidados devem ser tomados:

  • Tema – Qual é a mensagem que a foto deve transmitir? Essa questão deve orientar o olhar e o fazer do fotógrafo durante toda a atividade. As imagens têm o objetivo de contar o que ocorreu ao longo do estudo do meio.
  • Enquadramento – Deve-se ter o cuidado de enquadrar no campo da imagem toda a cena em questão, tomando especial cuidado para não deixar de fora elementos importantes do momento. É melhor dar alguns passos para trás e ficar mais distante, do que cortar a cabeça de algum dos integrantes do grupo de trabalho.
  • Iluminação – Fotografia é o registro da luz que reflete nos elementos fotografados. Se não houver luz suficiente, ou se ela for excessiva, a fotografia não ficará boa. Um desafio do fotógrafo é encontrar posições que permitam fazer a foto de acordo com a luz disponível.
  • Nitidez – A pressa de apertar o botão do clique muitas vezes faz com que a foto saia toda tremida e não aproveitável para o trabalho. É preciso encontrar a cena a ser fotografada, escolher a melhor posição para registrá-la, posicionar-se adequadamente, segurar a câmera com firmeza e então apertar o botão do clique! Uma foto tremida pode colocar a perder todo o trabalho anterior!

O que levar na viagem?

Uma vez que o registro fotográfico tem fundamental importância na atividade, ele deve ser planejado com atenção.

Que material levar? O que não pode faltar?

Essas questões são de importância estratégica e devem ser levadas muito a sério. A fotografia deixa de ser uma brincadeira e passa a ter papel de ferramenta de trabalho.

Os itens fundamentais que garantem sua fotografia são: a câmera, os cartões de memória e as pilhas ou baterias.

Já viajei muito como guia de ecoturismo, monitor de viagens de estudo do meio e como professor acompanhando meus alunos.

Em todas as viagens que fiz sempre houve alguém que esqueceu algum desses itens! A consequência é “perder a chance” de registrar momentos únicos, que certamente não se repetirão…

Alguns me procuraram para reclamar que a câmera não funcionava, havia quebrado. Muitas vezes era apenas um caso de pilhas ou baterias descarregadas. Outras vezes o cartão estava “cheio”, pois fora trazido com fotos de viagens anteriores ou festas.

Para piorar a situação essas pessoas geralmente não possuem cartão extra, pilhas reservas ou o carregador de sua bateria! A pressa ao arrumar a mala é uma das principais causas desses problemas.

Leve sempre cartões extras, você nunca se arrependerá. Leve também pilhas extras além das que estão na câmera.

Tenha sempre uma lista de itens a levar na bagagem. Imprima-a e use-a para conferir se pegou tudo!

Sugestão de lista:

• Câmera fotográfica digital

• Cartão de memória principal (já na câmera) e cartão de memória reserva (imagine tirar 150 fotos por dia).

• Pilhas na câmera, pilhas reservas e carregador de pilhas ou bateria da câmera e carregador de bateria.

Onde levar o equipamento?

Nunca se sabe o que vai aparecer em cada momento da viagem! As fotos mais interessantes são aquelas que registram momentos inesperados, muitas vezes efêmeros e únicos.

Por essa razão a câmera deve estar sempre em uma mochila de fácil acesso, para que possa ser utilizada rapidamente. Os cartões de memória e pilhas reservas também devem estar nessa mochila.

Se a câmera estiver na mala, no bagageiro, provavelmente a situação a ser fotografada não estará mais disponível quando você tiver a câmera na mão. Um erro comum é guardar o equipamento na mala de viagem que, deixada no hotel ou ainda no bagageiro de ônibus, impossibilita a fotografia.

Um ponto importante é manter a câmera sempre dentro um “case” apropriado, que a protege de poeira, riscos na lente, líquidos e pancadas. Já vi câmeras dentro de uma mochila na qual a barra de chocolate derreteu com o calor do sol… Imagine o estado em que a câmera ficou.

Em outras situações, a areia, chuva e até o calor do sol podem causar danos ao equipamento.

Uma precaução interessante é carregar sempre sacos plásticos para envolver o equipamento em caso de chuva.

Com os devidos cuidados sua câmera estará sempre à mão e pronta para registrar todos os momentos da viagem.

O professor

Assim como os alunos, o professor pode e deve utilizar a fotografia instrumento de registro da viagem. Desse modo, aspectos pedagógicos relevantes poderão ser, posteriormente, compartilhados com colegas, analisados., avaliados e repetidos ou alterados em atividades futuras.

Finalizando

Pense a respeito. Reflita sobre suas ações em sala de aula. Analise-se! Ouse experimentar novas ferramentas e estratégias!

Abraços.

Carlos Eduardo Godoy (Prof. Amparo).